O desafio dos nossos dias...

12
Jan 10

 

No meu tempo:

 

 O calendário preso num prego na parede do cozinha, marcava o dia 7 de Outubro.

 

Primeiro dia de escola.

 

Eis que saio de casa...

 

...caminhando em companhia das minhas colegas e irmã.

 

Voltando-nos para sudoeste, ao longo do caminho dos Toledos, passando pela vinha do sr. Jacinto, o mato e as figueiras das sras. Sacas, a vinha do sr. Augusto Paim, mato do sr. Alfredo Saca, casa, quintal e vinha da sr. António Salsa e da sra. Leonor Palhaça, todos delimitados ao poente pelo caminho dos Toledos que nesta zona tinha e tem em frente destes prédios os matos dos Machados, em tempos todos estes matos eram vinhas.

 

Mais adiante eis-nos chegados à ladeira dos Santinhos.

 

Ao lado da terra só matos até à Canada do Serralheiro de cima e à adega do sr. Lima (hoje do sr. Anselmo).

 

Ao lado do mar matos da família da D. Carolina, e do sr. Xico, pais dos srs. Carlos, Fernando e Alberto do Xico como assim os conhecia, por amigos e vizinhos de meu pai.

 

E a Canada do Serralheiro de baixo, descendo até à Barca.

 

Continuando no Caminho dos Toledos e passando a adega do sr. Lima, do outro lado do caminho tinha mato do sr. Alberto Alvernaz, hoje do filho.

 

Mais à frente e ao lado do Pico uma vinha dos Calcetas e a vinha e adega dos Tonins dos quais meu tio António era feitor.

 

Logo aí ao lado a Canada das Brancas e ao lado do mar matos das famílias do sr. Carlos Silveira e vinha do sr. António da Celeste, adega do sr. Francisco Inácio e ao lado de cima prédio de pinheiros e cedros também dele.

 

Ainda do mesmo lado vinha perdida do sr. josé Pereira Guarda Fios.

 

Seguindo em continuação e ao lado poente, matos de antigas vinhas, alambique e casa de veraneio, então dos irmãos Machado, antes dos frades, hoje, Museu do Vinho.

 

Sempre do lado do Pico, as casas da sra. Alfredina e Leonor do José Simas, a casa do sr. Augusto Paim, intercalada com matos novamente dos guarda fios.

 

Depois e mesmo em cima da curva para o Colégio a casa da sra. Palmirinha, e o seu tanque com casa de abrigo dos carro de bois embutida nas paredes do tanque (isto ainda existe hoje).

 

Nessa reentrância, nos abrigámos muitas vezes das chuvas ao ir ou vir da escola.

 

E, eis-nos na actual Travessa do Carmo onde a sul, era a vinha do sr. Jacinto e a do Tio Manuel Garcia e ainda a casa do sr. José do Manuel Garcia, aquele primo e este, tio de meu pai.

 

A norte continuava o quintal da sra. Palmirinha do sr. Augusto e a casa do sr. Manuel Nunes e Isabel Damaso, seguindo-se a casa do sr. José Nunes e quintais de ambos os irmãos.

 

Terminada a travessa do Colégio, entrávamos na Estrada Nacional , passávamos pela casa do sr. António Luís, da Teresinha Palhaça, do Sr. Jacinto, do sr. josé Gonçalves, da Evarista e do Camacho.

 

E continuando, eis-nos chegadas à casa da Tia Carranquinha onde no regresso da escola entrávamos e dividíamos as nossas migalhas de pão, hoje é a Ourivesaria Pérola.

 

A Tenda do Carranca, hoje Hotel Pico....

 

A casa solitária e sombria dos Camachos, a Sul, ainda existente hoje.

 

Logo a norte o armazém, casa e vinha? do sr. José Velhinho.

 

Nesta fiz com as minhas colegas de escola uma travessia até à canada do Serralheiro.

 

Atravessámos a vinha, depois uma vereda por entre os matos e fomos sair mais ou menos a meio da Canada do Serralheiro de Cima.

 

Lembro-me que a Rosa Pires pôs a irmã Alda Pires à frente, as mais pequenas no meio e ela ia atrás.

 

Foi a nossa primeira aventura no tempo de escola.

 

Assustámo-nos com uma coisa branca, que apareceu mais adiante em pleno meio do mato.

 

Allllllmas!!!...

 

Não!!!

 

Apenas uma pedra cheiiinha de musgos brancos!

 

Mas, e continuando, ...

 

... o resto do percurso, a pé, até à Escola das Sete Cidades, propriedade da sra. D. Mariazinha Alvernaz.

 

Chegadas à casa da tia Rita Caiada, creio ser irmã do Caiado da Pedreira e da tia Oráquia mãe da tia Palhaça, sra. Leonor Palhaça e do sr. José Palhaça do Valverde.

 

Caminhando adiante a casa do sr. Tibério da Quinta, assim o conhecia, da sra. Ilda das Cruzes, mãe da Fátima do Manuel São João, do Júlio das Cruzes, ...

 

A casa do sr. António Cabós e da sra. Berta.

 

A  da Tia Emíla Carlota e do tio João da Carlota, mãe do sr. José Nestor, ou José da Emilia, como assim lhe chamavam.

 

Ainda as casas, isto sempre ao lado debaixo, do sr. Januário Soares e do primo de meu pai, o sr. Manuel da Rosa, a do sr. António Narciso e da sra Maria Leonor, esta irmã da mãe da Maria Regina e prima de meu pai.

 

Ao lado de cima a casa do sr. Docelino e do Manuel Dutra "pé- de- boi", a casa do Matateu, dos irmãos Estácio, do ruinzinho, ...

 

Os botequins da sra. Ema do Silvino e sra. Olívia do António Pereira.

 

A do tio Francisco Martelo, do sr. José Vieira, logo em frente a do sr. Manuel Amaral e mais a sul a do ...

 

Eis-nos chegadas à Pedreira!

 

A escola é já ali.

 

O primeiro dia de escola em cada ano, era este dia. Sete de Outubro. Se não caísse em fim de semana...

 

Neste meu tempo, era uma alegria, voltar à escola.

 

publicado por emcontratempo às 10:41

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