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(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

E não chove!

30.08.08, emcontratempo

 

    Quando era pequena, ouvia e dizia esta lengalenga:

 

    Santa estia, estiai!

    Santa Clara, clareai!

    Santo António mandai sol,

    p'ra enxugar o meu lençol!

 

    Hoje bem que preciso fazer outra bem diferente:

 

    Santa chuva, chuvei!

    Oh nuvem escurecei!

    Senhora das águas mandai!

    De água os campos saciai!

 

    Outrora, outrora era assim, faziam-se procissões a pedir chuva.

    Uma era até à Ermida da Senhora da Conceição ao Valverde.

    A outra para os Toledos à Ermida da Senhora da Estrela.

    Rezava-se  o Terço .

 

    Hoje, hoje é assim.

 

    E não há maneira de chover!

    E não chove!

    E vai daí cai um chuvisco.

    Isto foi só para vir o sol e queimar mais ainda!

    E não chove!

    Vai daí que chove um chuveiro.

    Há isto era preciso chover assim uns dias para alagar.

    E não chove!

    Será que ...

    ... alguém agradeceu o chuvisco,

    o chuveiro?!

    Ou melhor. alguém pediu chuva?!

 

    Também quando era pequena ouvia dizer:

 

    "Quem não pede Deus não ouve!"

                                 peregrina

Mutações

29.08.08, emcontratempo

           

            Tudo é puro,

            divinal.

            Pensar de criança.

            Cabelo escuro,

            Comprida trança.

            É a Infância!

 

            E de repente,

            vem a Primavera,

            na vida d'agente.

            Tudo é alegre,

            floresce, cresce.

            É a Adolescência!

 

            Com "atitude",

            força, ilusão,

            franqueza, vontade,

            amor e coração,

            surge a Juventude!

 

            E de repente,

            vem o Verão,

            na vida d'agente.

            e como um sono,

            vem o Outono.

 

            Pelo sim, pelo não,

            triste ilusão,

            neste subalterno.

            É o fim,

            o nosso Inverno.

              peregrina 1985 04 23

Des(ilusões)

28.08.08, emcontratempo

 

 

São tantos anos passados

e tantos anos vividos.

Tantos caminhos traçados

e alguns mal percorridos.

De dissabores carregados

e corações doloridos.

Andam os olhares cansados

tristes rostos carcomidos,

por carácteres inundados

de raiva e ódio possuídos

que vivem obessecados

e me quitam os sentidos.

 

                       peregrina 2005 03 15

Desânimo

27.08.08, emcontratempo

    

        Frei vagabundo

         Vê ...

         Ouve ...

         Está atento ...

         mas ...

         ... nada tem

         ... fica na espectativa.

        Seu dia está assombrado,

        nuvens densas o separam

        daquele écran projectável,

        prometedor e alicioso

        do Futuro.

        ...

        Frei vagabundo, néscio

        olha ... olha ...

        e fica ...

        fica e pára ...

        pára e morre..

        ... aqui jaz!

                        peregrina 1985 04 23

Traduzir

26.08.08, emcontratempo

   De um rosto sorridente,

   a alegria de viver!

   De um  rosto triste,

   o sofrimento de uma vida.

   De um rosto sério,

   a responsabilidade

   e profundeza da vida.

   De um rosto alegre,

   a juventude e a audácia de viver !

   De um rosto vago,

   a busca de entre o nada,

   de algo melhor

   que não se encontrou ...

   De um rosto sofrido

   o peso da dor

   e a sublime carga

   de um sofrimento escondido...

   ... traduzir ... traduzir ...

   quantas destas traduções

   nos passam pelo rosto,

   a cada dia que passa!

   Traduzir, sim,

   em todos os rostos

   espelhada a Imagem

   do Criador e Senhor !

                    peregrina 2007 05 26

Reflexões

25.08.08, emcontratempo

 

 

Sonhar!

porque o sonho não tem peias!

 

Reflectir!

porque pensar organiza o sonho!

 

Agir!

porque parar, é morrer!

 

Viver!

porque  sonhar, reflectir e agir, 

sacia a vida!

peregrina

Viagem II

24.08.08, emcontratempo

  

  

Olhei para trás.

Vi a Terra brilhante,

fascinante,

banhando-se no universo, 

qual lua prateando-se

mágicamente entre o canal 

onde os Ilhéus, 

espevitados, vigiavam

tão doce enleio. 

E vim. 

Regressei. 

Uf! 

Os pés na Terra!

Contornando as ondas, 

"contra ventos e marés". 

Pois é, 

estou cá!

Mas ... foi preciso sair, 

perceber o teu valor, 

oh Terra Mãe,

sentir no além, 

a tua magia. 

E hoje ... 

hoje penso, 

hoje sinto,

hoje vivo,

 

hoje oro ao Criador,

 

que tudo criou com tanto e tanto Amor!

peregrina

Amigo

23.08.08, emcontratempo

 A todos os meus amigos

                                                            

Amigo de pedra, fere.

Amigo de pó, suja.

Amigo de água, basa-se

Amigo frouxo, desiste. 

Amigo como tu, não existe!!!

peregrina

Saberes & Sabores

22.08.08, emcontratempo

 

 

Um pingo de coragem!

Uma pitada de sabedoria!

Um pouco de esperança!

Uma gota de partilha!

Um quanto baste de sol!

Uma nisca de amizade!

Um naco de alegria!

Um sabor a felicidade!

 

Vasa-se nos corações

e ...

coze-se

 

no fogo do amor!

arrefece-se as saudades!

parte-se e esvazia-se

as tristezas!

saboreia-se a vida

e ...

guarda-se o resto

nas lembranças!

 

peregrina

Brilhos & Reflexos

21.08.08, emcontratempo

 

 

 

Olhares de luz!

 

Espelhos da alma!

 

Brilhos do íntimo!

 

Raios na sombra!

 

Luzes da noite!

 

Pirilampos do ser!

 

Auroras de graça!

 

Alvorecer do espírito!

 

Relâmpagos de emoção!

 

Crespúsculo da vida!

 

peregrina

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