O desafio dos nossos dias...

07
Out 08

 

 

      Sete de Outubro de 1965!

      Há precisamente quarenta e três anos

      ainda me recordo, com saudade.

      Dia de entrada na escola!

      Que alegria me preenchia!

      Fui com a minha mãe.

      Era importante,

      Era uma integração a vários níveis.

      Pois a escola ficava nas Sete Cidades.

      Teríamos de ser atletas.

      É que ainda era uma senhora(1) viagem.

      E nós éramos crianças!

      Havia que ir e voltar a pé.

      Quer chovesse, quer ventasse.

      Lá íamos nós!

      De mala (2) e ardósia e pena

      e lápis, sim lápis para escrever, mas...

      ... só no caderno que ficava na escola.

      Ah e o livro, "O Meu Livro da Primeira Classe"

      Cheirava a novo!

      Novinho em folha!

      Comprado na Bel'Arte.

      Que lindo!

      Sim, porque eu não tinha livros...

      Ainda hoje o conservo.

      Está um pouco mais ou menos

      é que foi depois emprestado,

      e emprestado, até que regressou.

      Guardei-o e até hoje.

      Guardo-o religiosamente!

 

      nota: 1 - viagem grande

                2 - feita de roupa que vinha da América

by peregrina

 

 

 

ceifeiros

 

 da net

publicado por emcontratempo às 15:39

 

"Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando vi um menino parado junto ao portão, me olhando:

- Dona, tem pão velho? - perguntou ele.

Esta coisa de pedir pão velho, sempre me incomodou...

Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:

- Onde você mora?

- Depois do zoológico.

- Bem longe, hein?

- É ... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.

- Você está na escola?

- Não. Minha ´~ae não pode comprar material.

- Seu pai mora com vocês?

- Ele sumiu ...

E o papo prosseguiu, atá que eu disse:

- Vou buscar o pão. Serve pão novo?

- Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança. Tão nova e já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitada de um papo, de uma conversa amiga.

Quantas lições podeos tirar desta resposta: " Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente! "

Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!

Os anos se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa ... e eu dando "pão novo" mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem. Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: "Eu sou o Pão da Vida".

Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua ... quem sabe bem aí pertinho de você ...

Alguma força, uma esperança. Pode ser o suficiente."

                                                                 (elisiane-severo.blogspot.com)

 

Tanta e tanta fome,

tanta fome e não de pão.

Tanta e tanta fome,

tanta fome de atenção.

Tanta e tanta fome,

tanta fome, já reparou?

Olhou?!

Deu atenção?!

Escutou?!

Viu!

Tanta e tanta fome,

tanta fome, logo passou!

                              

by peregrina 2008 02 29

 

 

publicado por emcontratempo às 14:19

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