O desafio dos nossos dias...

07
Out 08

 

"Era um fim de tarde de sábado. Eu estava molhando o jardim da minha casa, quando vi um menino parado junto ao portão, me olhando:

- Dona, tem pão velho? - perguntou ele.

Esta coisa de pedir pão velho, sempre me incomodou...

Olhei para aquele menino tão nostálgico e perguntei:

- Onde você mora?

- Depois do zoológico.

- Bem longe, hein?

- É ... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.

- Você está na escola?

- Não. Minha ´~ae não pode comprar material.

- Seu pai mora com vocês?

- Ele sumiu ...

E o papo prosseguiu, atá que eu disse:

- Vou buscar o pão. Serve pão novo?

- Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente.

Esta resposta caiu em mim como um raio. tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor daquela criança. Tão nova e já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitada de um papo, de uma conversa amiga.

Quantas lições podeos tirar desta resposta: " Não precisa, não. A senhora já conversou comigo, isso é suficiente! "

Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!

Os anos se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa ... e eu dando "pão novo" mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem. Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita Naquele que disse: "Eu sou o Pão da Vida".

Verifique quantas pessoas talvez estejam esperando uma só palavra sua ... quem sabe bem aí pertinho de você ...

Alguma força, uma esperança. Pode ser o suficiente."

                                                                 (elisiane-severo.blogspot.com)

 

Tanta e tanta fome,

tanta fome e não de pão.

Tanta e tanta fome,

tanta fome de atenção.

Tanta e tanta fome,

tanta fome, já reparou?

Olhou?!

Deu atenção?!

Escutou?!

Viu!

Tanta e tanta fome,

tanta fome, logo passou!

                              

by peregrina 2008 02 29

 

 

publicado por emcontratempo às 14:19

02
Out 08

 

É realmente uma figura marcante na comunidade desta nossa aldeia, (a Constância, Benevolência?, ou ... como vos aprover chamar), pois nem é isso que interessa, até porque os nomes adjectivados geralmente são dados pelo interesse que possa dar a quem lhos põe, se essas pessoas possam influenciar no bom sucesso da vida destas.

 

Como não é o caso, chamem-lhe o que entenderem estar mais de acordo com a sua vida.

 

Amada por uns, admirada por outros e, ignorada ou até mesmo invejada por alguns, ela continua a sua "luta", com um "modus vivendi" normal, à primeira impressão, mas ...

 

 ...a maneira de ser, de personalidade forte, essa sim, torna-a diferente das muitas pessoas do seu vulgar convívio.

 

Um tanto ou quanto envergonhada e tímida, faz com que não lhe conheçam os pensamentos, esbugalhados através do seu olhar fixo e penetrante, como que a querer entrar na alma de quem a vê e desabar todos os seus problemas, todos os seus anseios e todas as suas agruras da vida, mas ...

 

... esse alguém não existe - diz ela acentuadas vezes.

 

então, por vezes fecha-se, na crosta dos seus anos e ...

 

 acomoda-se tristemente no seu rosto, tostado de alguns sóis.

 

É assim a Constância ( prefiro chamar-lhe assim agora),

 

porque apesar de tudo, ainda continua a caminhar em frente, muitas vezes com olhares  cansados e pálidos de alguma desilusão, mas ...

 

 não se descoze ... vai em frente e ...

 

... mesmo sabendo que são muito raros os/as bons amigos,

 solectamente vai procurando encontrá-los,

 

admite existirem poucos pois...

 

e se, a vida está tão cheia de nadas e tão vazia de tudo que o tempo, não tem tempo de dar algum tempo, ao tempo de alguém.

 

O que estarão a pensar agora, aqueles que lerem esta tradução?

 

Será que o tradutor conseguiu o seu objectivo?

 

Concerteza que quem não foi e não é como a Constância: sonhador, firme, trabalhador, honesto, amigo, confidente, passará indiferente por tudo isto.

 

Outros conseguirão ver-se ao espelho, pois muito daquilo lhes é familiar, faz parte do seu ego, trabalham constantemente com estas "figuras" até as levam à missa e tudo ...

 

... é pois uma grande realidade

é o nosso modo de viver o dia a dia,

uns escolherão uma ou mais figuras que habitam o ser e o espírito de Constância, outros outras, e ... e até outros nenhumas, pois é ...

 

 ... está escrito no rosto e no corpo, apenas tentei traduzir, afinal...

... é assim, e ponto final!

by peregrina

publicado por emcontratempo às 23:41

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