O desafio dos nossos dias...

02
Nov 08

 

 

 

Dai-lhes Senhor, o Eterno descanso,

entre os esplendores da Luz perpétua.

...

 

Nas tristes tardes de Outono,

andam meus olhos despidos.

Entre dor e abandono

de carinhos, outrora tidos,

pelos que hoje jazem no sono

dos justos, adormecidos.

 

É Novembro, caem folhas,

os ramos ficam despidos.

Em tempos que já lá vão,

entre choros e gemidos,

caíam lágrimas, havia oração,

pelos nossos entes queridos.

 

Depressa anos passaram.

E... os tempos que já lá vão,

quando todos juntos ceavam,

rezavam em comoção.

Eis que agora se solta um ai.

Pois...

hoje sou eu que rezo e choro,

por minha mãe e meu pai. 

Ai meus queridos pais...

by peregrina

publicado por emcontratempo às 17:13

 

 

 

São noventa e três anos,

Noventa e três primaveras.

Tanta sabedoria de vida.

tanta história para contar,

tanta alegria, tanto saber

e tanto amor sempre para dar.

 

Muitos parabéns, Madrinha

daqui da Montanha,

 

Aí,

longe,

em terras da América,

 

no teu cantinho,

saudosa,

guardarás sempre 

essa  ternura, 

esse olhar amoroso,

essa devoção,

ao te falarem

deste Pico majestoso,

que está em teu coração.

by peregrina (2008.11.02)

publicado por emcontratempo às 11:04

01
Nov 08

 

Dia de Todos os Santos,

que junto de Deus estão.

Também nossos pais e avós?!

Oh Senhor, dai-lhes perdão,

e dai-nos a consolação,

d'os teres perto de Vós.

 

Batem à porta?!...

São crianças!...

São grupos de crianças que saem à rua, a pedir Pão-por-Deus.

Pão-por-Deus, por alminha dos seus, dizem elas, enquanto as mais pequeninas olham ansiosas ao que se lhes vai meter nas bolsinhas carinhosamente confeccionadas, pelas mãos habilidosas das avós.

 

Crianças batem às portas,

e vamos logo abrir,

vem pedir Pão-por-Deus,

alegres e a sorrir.

 

Alegria baila lá fora.

São crianças, é só ver.

Vêm sempre, a toda a hora

Par'as bolsinhas encher.

 

E, eis que lá vai uns bombons, um chocolate, um ou outro biscoito caseiro, guloseimas e moedas...

 

No meu tempo, a mesma alegria das crianças, as bolsinhas em maior número, havia mais criançada cá na aldeia.

 

Percorríamos os Toledos de lés-a-lés, e trazíamos as bolsinhas também cheinhas de castanhas, maçarocas de milho, milho torrado envolvido em açúcar, favas torradas, uma ou outra manderina, fruto começado a amadurecer na época, biscoitos caseiros, mais raros eram os bombons, a não ser os rebuçados caseiros feitos com açucar, água e um pouco de vinagre, e algumas magras moedas.

 

Dia de Pão-por-Deus,

por alma dos falecidos,

os meus, os nossos, os teus,

os nossos entes queridos.

 

São bombons e gulodices,

para a quadra festejar.

Por alminha dos seeeeus, dizem eles.

Correm, não podem esperar.

 

Correm e não se cansam,

por todo o lado vão,

uns corricam, outros dançam,

todos alegres estão.

 

Pão-por-Deus por alminha dos seus, dizem eles, ao que nós respondemos, que assim seja.

 

E lá vão elas, as crianças todas contentes, de sacolas cheias.

Hoje um pouco diferente de ontem, mas o espírito é o mesmo e alegria impera naqueles rostinhos alegres, a pedir de porta em porta.

 

Alegria baila lá fora,

são crianças é só ver.

Como tu e eu, outrora,

pedem: Pão-por-Deus,

por alminha dos seus.

E nas suas bolsinhas cai

a doce esmola, aí vai.

 

Por alma dos nossos damos,

com alegria e bom grado,

o dia de Todos-os-Santos,

é por nós partilhado.

A entrega da esmola

às crianças, na sacola.

Que assim seja! é o brado.

 

E eis que neste gesto singular,

nesta partilha,

entre mais novos e mais velhos,

entre sorrisos, doces e bençãos

nos vem a consolação,

é o puro sorriso de Deus

que irradiante, brilha,

naqueles rostos inocentes.

 

Pão-por-Deus,

por alminha dos seus.

Que assim seja, hoje e sempre!

publicado por emcontratempo às 10:37

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