O desafio dos nossos dias...

19
Mar 09

 

 

 

Filhos, olhai carinhosamente pelos vossos Pais, um dia sereis Pais e ides ver, sentir o sofrimento da solidão, como paga de todo o bem que fizestes, pensai nisto:

 

Há muito tempo num país distante, um homem, vendo que seu pai já era velho e não podia trabalhar, resolveu livrar-se dele.

Assim, num certo dia de Inverno, pegou numa manta e numa broa e convidou o pai a acompanhá-lo até ao cimo de um monte.

Chegado lá, o filho disse ao pai que não o podia alimentar e que, por isso, ali o deixava.

o pai de lágrimas nos olhos, pela tristeza de se ver assim tratado pelo filho, ainda teve forças para lhe perguntar:

- Filho, não trazes, por acaso, uma faca?

- Para que a quer, meu pai?

- Olha, filho, lembrei-me de cortar esta manta e esta broa ao meio para que leves uma parte para casa.

- Para quê pai? - perguntou o filho, intrigado com a atitude do velho.

- É para o teu filho te dar quando fores velho como eu e já não puderes trabalhar...

O filho olhou o pai e, compreendendo a lição que este lhe dera, chorou de arrependimento e trouxe-o de novo para casa, onde o tratou com carinho até à hora da sua morte.

 

(uma história antiga da qual pudemos e devemos tirar as devidas ilações).

 

E já agora o velho ditado:

"Filho és e pai serás assim como vês, assim farás"

 

 

publicado por emcontratempo às 15:10

 

Paaaaaaaiii!

(imagem tirada da net)

 

Obrigado Pai,

pela dedicação,

pelo carinho,

pela labuta,

pelo sofrimento,

pelo cansaço,

pelas noites em claro,

pela compreensão,

pelo conselho pronto,

pela tua resignação,

pelo teu carácter, 

pelo teu sorriso,

pelo, pelo e pelo que todo o pai,

que é PAI, com todas as letras, tem.

Mas tu, oh meu pai,

tu eras diferente!

Eras o meu pai, o pai do meu coração.

Por tudo, pai, um OBRIGADO do tamanho do Mundo.

 

 

Recordo ainda, quando adoeci aos catorze anos.

Depois de uma grande gripe, rebentou-me o sangue pelo nariz.

Como não estancava, tive que ir para o Hospital.

Nos Toledos não havia automóveis, apenas o do Sr. José d'Alfredina.

Sabes, foste chamar junto da sua janela, ao que ele socorreu prontamente, e

de boa  vontade.

Boa pessoa o Sr. José.Com seu cariz de homem do mar, de gesto franco e solidário.

Jamais lhe esquecerei esse gesto desprendido e carinhoso.

Era por volta da uma da madrugada.

Fomos para o hospital.

Aí a enfermeira Da. Emília, tentou desentupir o nariz.

O sangue que havia coagulado, ao sair deixou que continuasse a cair mais em bica.

Como não conseguissem estancar o sangue, ela perguntou-te:

-Tenho um medicamento ali, mas só posso administrá-lo com a tua autorização.

Ao que respondeste:

-Se é para bem que se faça o que tiver ao alcance.

No fundo estavas muito preocupado, pois a tensão, devido à grande perda de sangue estava muito baixa (4-6), temias o pior.

Nunca perdeste a fé.

Tenho a certeza que foi por isso.

O sangue estancou.

Não foi preciso ir para o Faial.

Viémos para casa, eu fiquei muito fraca.

Tivémos que procurar mais longe.

Fomos para o Faial, para o Senhor Doutor Sebastião, em quem tu muito confiavas.

Era no seu consultório particular, não havia reembolsos, e o dinheirinho de um boi que havias vendido, para ajudar a diminuir a conta do rol no Manel Dutra (Pé de Boi) foi-se todo com consultas, medicamentos e fretes de e para o Faial.

 ...

É assim.

Retalhos de uma vida sofrida e com poucos meios mas sobretudo com muito esforço, coragem e seriedade.

Que saudades de ti Pai.

Que o Teu e Nosso Pai te tenha junto de Si.

E até logo, já que foi este o nosso ultimo diálogo.

Até sempre, Paaaaaaaaiii!

 

publicado por emcontratempo às 15:08

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