O desafio dos nossos dias...

17
Set 09

 

 

Há já vinte sete anos, como o tempo passa e veloz

sofrendo as dores do parto, fui  mãe pela primeira vez.

Nasceste bem coradinha, teus olhitos a brilhar,

ainda junto a mim não te tinha, não conseguias chorar,

pois o cordão que a mim te prendia, estava-te a afogar.

Três ou mais voltas ele tinha envolvia-te o pescocinho.

Eu ingénua não percebia da enfermeira e doutor o burburinho.

Espectante e paciente, esperava para te ter junto de mim,

mas eis que de repente, o doutor Chaleira fala assim:

Pica-a, disse ele. para a enfermeira presente,

ao que ela logo obedece pois sabia o corrente,

Ao não seres picada, da vida estavas ausente.

Logo ao receberes a força que em ti foi injectada,

tua narinas se abriram e a vida puxaste de quase nada.

E eis que sinal de vida da tua boquinha se soltava.

o choro do recém nascido, e eu a ver-te, e mais nada.

Só fui saber daí a dias que havias sido baptizada,

pois temia-se que pudesses desta vida ser roubada.

A enfermeira D. Emília um lindo nome te deu,

Sendo ela a tua madrinha e pos-te o nome da Mãe do céu.

Maria ela te pôs para que pudéssemos escolher 

outro nome a colocar atrás ou à frente podia ser. 

 

 

publicado por emcontratempo às 01:01

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