O desafio dos nossos dias...

20
Set 09

 

 

Hoje, foram juntas até Lisboa.

Aí, no aeroporto se apartaram.

Cada qual para suas vidas.

Nesse mesmo dia, em que a avó se fôsse viva faria 82 anos.

Far-me-ia a sua doce companhia, mas...

está junto do Senhor,

pedindo fervorosamente,

invocando a Mãe do Céu.

Sei que lá pede por nós todos.

...é uma falta, um vazio que me fica.

Ela não está mais ao pé de mim...

e elas vão, algo de mim se esvai.

Uma chegou depois da viagem e fica cá.

Cá no País, a acabar a sua especialidade.

A outra chegou, bem mais tarde.

Pois caminhou Norte acima,

até Guimarães.

Pernoitou lá em casa de amigos.

Regressou na manhã do dia 21 ao Porto.

Tinha de dar um salto maior.

Embarcou às 10h30m locais, 9h30m dos Açores.

Porto-Bélgica, destino do vôo, 2h30m de viagem.

Era dia de São Mateus, cá na Terra Natal.

Vai-me ficar lembrado.

A viagem, disse ela, foi boa.

Chegada ao aeroporto de Charleroi, na Bélgica

Eram 16horas locais, 14 horas nos Açores.

Sózinha, como da primeira vez.

Mas desta ainda pior.

Não conhecendo ninguém em redor.

Esperando por alguém desconhecido.

Lançada num mundo, que não conhecia.

Já havia visitado Bruxelas, anteriormente.

Mas apenas pequenos traços de uma grande cidade.

E dessa feita, acompanhada pelos colegas de Acken.

Actualmente, tem uma referência.

A colega Mónica com quem havia privado na Alemanha.

Esta está a trabalhar em Acken.

Cidade onde elas tiveram a fazer o Programa Erasmus.

Mas, entretanto, continua esperando,

Alguém que ela nem conhecia viria buscá-la.

Imagino o que ela sentia nestes infindáveis momentos.

Eu cá, não tinha um pouco de mim que não tremesse.

Um momento muito arriscado, pansava eu.

Um tiro no escuro.

e ela, ela paciente e ao mesmo tempo inquieta, esperava...

...esperava, sem um apoio, sem ninguém...

...apenas a toque do telemóvel

a conversa que eu daqui procurava manter.

Pouco a pouco, o tempo passava e...

para mim era tão longo, imagino o que não terá sido para ela.

Um toque, uma chamada, alguém lhe comunicava.

Era o  senhor Lieven Gerard, com quem ela conversou.

Mas, pelo pouco contacto, não lhe percebera a voz.

Estava atrasado. Telefonou a informar.

Espectante e difusa aguarda mais algum tempo.

Para ali, muito rodeada certamente de muitos, e tão só.

Chegou. cumprimentos feitos, mala carregada, caminharam.

Viagem aproximada 45mn, que decerto terá parecido horas.

Imagino tudo isto.

Toda esta espectativa...

toda, com a intenção de ganhar dinheiro para...

...pois, muito calada nestes assuntos tudo ouvia...

e às vezes parecendo alheia, não respondia.

Mas...

dentro de si, ardia-lhe o coração e...

sonhava...

sonhava que iria conseguir.

Eis que, chegaram.

O Director, pareceu-lhe simpático.

Foi com ela a um hipermercado.

Aí comprou algo para mantimento.

Regressaram à casa do sr. Lieven Gerard.

Acomodou-se na residência com uma outra rapariga polaca.

Tem mais dois colegas, esses vão sair no fim do mês.

...

 

 

 

publicado por emcontratempo às 11:16

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