O desafio dos nossos dias...

28
Mai 10

 

 

Quantas vezes, tia Rosa,

te sentaste ao lado de mim.

Quantas vezes me ias ver,

quando estava doente.

Quantas vezes me disseste:

- Maria, tinha um filho(a),

se tivesse escapado,

tinha a tua idade.

Quanta amargura sofreste.

Quantas vezes,

trazias a tua renda e vinhas,

vinhas ter com minha mãe.

Que saudades tia...

a tua alegria, o teu cantar,

a sesta que dormíamos,

quando vocês iam à costa,

ao poço ou à lenha,

para virem fazer massa.

Sim é que neste tempo,

vocês juntavam-se com as vizinhas,

faziam bolo, sim bolo de milho,

todas juntas.

As dificuldades eram muitas...

mas havia mais união,

mais interajuda.

Não era tudo pago a dinheiro.

Ficavam com os filhos de umas das outras

para estas poderem sair,

ir mesmo trabalhar nas terras.

Ir à costa, pescar para o sustento diário,

ou então apanhar umas "caramujas",

para fazerem o molho afonso,

que toda a família saboreava à noite reunida.

Tudo isto tia e muito mais prendem-se

ao meu coração, saudades...

recordações...

...daqui te envio beijinhos para o Céu,

querida tia.

publicado por emcontratempo às 10:59

 

 

Em determinado momento do nosso caminhar percebemos:

 

quem é importante para nós!

 

quem não é e nunca será!

 

e quem será sempre!

 

Eu já percebi!

 

E tu?!

publicado por emcontratempo às 10:51

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