O desafio dos nossos dias...

03
Mai 10

 

Lenda das Rosas

 

"Na mesma campa nasceram

duas roseiras a par,

conforme o vento as movia

iam-se as rosas beijar.

 

 

Deu uma, rosas vermelhas

desse vermelho que os sábios

dizem ser a cor dos lábios

onde o amor põe centelhas.

Da outra, gentis parelhas

de rosas brancas vieram

só nisso diferentes eram

nada mais as diferençiou

a mesma seiva as criou

na mesma campa nasceram.

imagem da net

 

Dizem contos magoados

que aquele triste coval,

fora leito nupcial

de dois jovens namorados

que no amor contrariados

ali se foram finar

e continuaram a amar

lá no Além, todavia

e por isso ali havia

duas roseiras a par.

 

A lenda, simples, singela,

conta mais: que as rosas brancas

eram as mãos puras, francas

da desditosa donzela

e ao querer beijar as mãos dela

como na vida o fazia

a boca dele se abria

em rosas de rubra cor

e segredavam o amor

conforme o vento as movia.

 

Quando as crianças passavam

junto à linda sepultura

toda a gente afirma e jura

que as rosas brancas coravam

e as vermelhas se fechavam

para ninguém lhes tocar

mas que, alta noite, ao luar

entre um séquito de goivos,

tal qual os lábios dos noivos

iam-se as rosas beijar."

 

Letra: João Linhares Barbosa

publicado por emcontratempo às 10:50

 

Discordo até certo ponto, mas... 

 

" Adulto que veste jovem, ou louco ou frustrado."

publicado por emcontratempo às 10:30

 

 

Maio hortelão, muita palha, pouco grão.

(sabedoria popular Maio)

publicado por emcontratempo às 10:28

 

Mas é assim.

Tudo passa com o tempo.

Já não ha moinhos a trabalhar.

Os moinhos, esses num dia como hoje trabalhavam sem cessar.

Hoje, hoje já não moem.

O moinho do senhor Júlio Silveira.

O moinho do senhor Manuel Saca.

O moinho, o moinho...

É pena que vão descaindo estes belos monumentos de antanho.

Outras épocas.

Outras necessidades.

Outras valências que não as de hoje.

Um postal desta fronteiriça Vila da Madalena.

Recordando outros momentos difíceis em que estes bem serviram.

Hoje agonizam em densos e invernosos rocios.

Estes e outros baluartes da vida dos nossos pais e avós.

E porque não reintegrá-los em rotas turísticas pedestres.

Quiçá.

publicado por emcontratempo às 10:12
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