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(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

Eucarístia, Pão da Vida

30.03.11, emcontratempo

 

 

Senhor, as Tuas palavras:

 

"Eu sou o Pão da vida",

saciem a nossa fome,

em busca da felicidade

que és Tu!

  

Senhor, as Tuas palavras:

 

"Eu sou, a Luz do mundo"

iluminem a nossa vida

na caminhada para Ti!

 

Senhor, as Tuas palavras:

 

"Eu sou"

Nos façam firmes,

comprometidos e cheios

da Tua fortaleza!

 

Senhor, as Tuas palavras:

 

"Eu sou o Bom Pastor",

Conduz-nos à Tua herdade,

onde o alimento é eterno!

 

Senhor, as Tuas Palavras:

 

"Eu sou a videira, vós os ramos"

Ajuda-nos a mantermo-nos

sempre, ligados a Ti!

peregrina

Hoje... hoje... sou eu!

29.03.11, emcontratempo

 

 

E tu,

sim tu,

minha amiga e confidente.

Hoje,

hoje só em voz baixinha,

só no íntimo,

só em pensamento,

pois,

estás além,

mas estás aqui perto,

porque pertences àqueles

cuja lista, está no meu coração.

Sim tu,

amiga, firme, frontal e de uma confiança extrema.

Um grande beijinho, para aí,

para a eternidade e...

... pede por mim,

por mais esta etapa que quando cá estavas,

no mesmo dia comemorávamos.

Até sempre, amiga Maria Emília (Dona Maria Emília Lacerda),

que era como te chamava e não querias.

...

28.03.11, emcontratempo

 

 

A maioria dos homens não abre os olhos senão uma vez. É no momento da morte... E apressam-se a fechar-lhos.

Bordeaux

Amiga, adeuuus...

26.03.11, emcontratempo

 

 

Adeus, amiga Maria de Lurdes (Pinheiro),

era assim que te chamava.

Recordo, com saudade,

os momentos que passámos juntas

na reflexão da Palavra de Deus,

pois fazíamos parte do Grupo Bíblico.

Recordo com saudade,

todos os conselhos

e a força que davas, por eles.

Recordo com saudade,

o carinho com que nos acolhías,

sempre que nos abeirávamos de ti.

recordo com saudade,

a frontalidade com que falavas das coisas,

o testemunho que transmitias.

Partiste, para Aquele que sempre testemunhás-te,

a tua fé, era uma fé esclarecida,

uma fé não só de belas palavras,

mas de compromissos.

Deixaste-nos mais pobres,

mas enriquecidos pelo teu exemplo,

num percurso de vida que nem sempre foi fácil.

Adeus amiga!

Até sempre.

peregrina

 

Trova do vento que passa

24.03.11, emcontratempo

 

 

Pergunto ao vento que passa

notícias do meu país

e o vento cala a desgraça

o vento nada me diz.

 

Pergunto aos rios que levam

tanto sonho à flor das águas

e os rios não me sossegam

levam sonhos deixam mágoas.

 

Levam sonhos deiam mágoas

ai rios do meu país

minha pátria à flor das águas

para onde vais? ninguém diz.

 

 ninguém diz?!

 ninguém diz?!

 ninguém diz?!

 

se o verde trevo desfolhas

pede notícias e diz

ao trevo de quatro folhas

que morro por meu país.

 

Pergunto à gente que passa

por que vai de olhos no chão.

Silêncio -- é tudo o que tem

quem vive na servidão.

 

Vi florir os verdes ramos

direitos e ao céu voltados.

E a quem gosta de ter amos

vi sempre os ombros curvados.

 

E o vento não me diz nada

ninguém diz nada de novo.

Vi minha pátria pregada

nos braços em cruz do povo.

 

vi minha pátria na margem

dos rios que vão pró mar

como quem ama a viagem

mas tem sempre de ficar.

 

Vi navios a partir

(minha pátria à flor das águas)

vi minha pátria florir

(verdes folhas verdes águas).

 

Há quem te queira ignorada

e fale pátria em teu nome.

 

Eu vi-te crucificada

nos braços negros da fome.

 

E o vento não me diz nada

só o silêncio persiste.

Vi minha pátria parada

à beira de um rio triste.

 

Ninguém diz nada de novo!!!!!

 

se notícias vou pedindo

nas mãos vazias do povo

vi minha pátria florindo.

 

E a noite cresce por dentro

dos homens do meu país.

Peço notícias ao vento

e o vento nada me diz.

 

Quatro folhas tem o trevo

liberdade quatro sílabas.

Não sabem ler é verdade

aqueles p'ra quem eu escrevo.

 

Mas há sempre uma candeia

dentro da própria desgraça

há sempre alguém que semeia

canções no vento que passa.

 

Mesmo na noite mais triste

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não.

 

Manuel Alegre

Samaritana

24.03.11, emcontratempo

 a samaritana (Jo 4, 4-30)

net
 
Dos amores do redentor
não reza a história Sagrada
mas diz uma lenda encantada
que o Bom Jesus sofreu de amor.
 
Sofreu consigo e calou
Sua paixão divinal
assim como qualauer mortal
um dia de amor palpitou.
 
Samaritana, plebeia de Cicár
alguém espreitando te viu Jesus beijar
de tarde quando foste encontrá-Lo só
morto de sede junto a fonte de Jacob.
 
E tu risonha acolheste
o beijo que te encantou
serena empalideceste
e Jesus Cristo corou.
 
Corou por ver quanta luz
irradiava da tua fronte
quando disseste "Oh meu Jesus
que bem eu fiz, Senhor em vir à fonte"
 
letra e música: Eduardo Bettencourt

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