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(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

Adeus, amiga

31.07.11, emcontratempo

 

Partiste,

deixaste-nos mais pobres.

Pobres do teu sorriso,

pobres da tua companhia,

pobres da tua força de viver,

pobres do teu entusiasmo,

esse que punhas acima de tudo.

sabemos que estás perto do Pai.

resta-nos recordar-te com saudade.

Até sempre Ludovina.

"levar a Coroa" I

31.07.11, emcontratempo

 

Catámos o terço e hoje foram catorze os que se juntaram.

 

Não vou anotar aqui as orações do terço pois já as havia anotado antes neste espaço.

 

Anoto mais um verso de louvor ao Divino:

 

Vinde oh Santo Espírito,

vinde amor ardente,

acendei na Terra

vossa luz fulgente.

 

Hoje prepararam-se as fitinhas com dizeres e adereços para os guardanapos e que serão terminadas amanhã, para as envolvermos nos mesmos.

Amanhã voltaremos se Deus quiser!

"levar a Coroa"

31.07.11, emcontratempo

 

Anteontem preparámos o altar para receber o Divino Espírito Santo, em casa de minha prima.

Ontem, à noitinha, foi o primeiro dia de se cantar o Terço ao Divino.

Ainda fomos 10 a cantar o terço.

Hoje, ficou para as 20 horas, esperamos que vá mais gente.

Esta, penso que será a décima coroa do Senhor Espírito Santo, levada por pessoas do meu lugar.

E, passo a anotar:

A primeira que me recordo foi a da Sra. Maria do Rosário (filha da Tia Maria José do Pavão).

A segunda foi a do Sr. Manuel Padrenosso.

A terceira foi a do Sr. António Padrenosso.

A quarta foi a do Sr. José Padrenosso.

A quinta foi a da Sra Leonor Palhaça.

A sexta foi a da Maria Zulmira.

A  sétima foi a da Ilda do José Caetano.

A oitava foi a do António da Celeste.

A nona foi a da Fernanda Soares.

E agora esta da Maria Alice e José Valim.

Desde a primeira até esta vai um longo percurso de 47 anos, mais ou menos.

Como me lembro disto, como o tempo corre, meu Deus...

É caso para rezar:

 

Vinde Espírito Divino,

Celeste consolador,

e realizai nas almas

as obras do Vosso Amor...

 

Amanhã anotarei mais do que se passar e do que me recordar desde esses tempos...

Até amanhã, se Deus quiser!

 

 

A minha aldeia

28.07.11, emcontratempo

 

 

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu..."

Alberto Caeiro - pseudónimo de Fernando Pessoa

Cantares e cantores

28.07.11, emcontratempo

 

 

 

da net

Baleia, baleia,

grita o vigia

dos lados d'aldeia

grita o marinheiro,

junto à maré cheia,

baleia, baleia,

baleia, baleia.

 

José Duarte

 

 

  da net

 

Baleia, baleia,

que falta fizeste.

Pela lua Cheia,

o pão tu nos deste.

 

És lobo do mar

morrendo em agonia,

quem te ia matar,

por vezes morria.

 

(desconheço o(a) autor(a)

Conta e Tempo

28.07.11, emcontratempo

"Deus pede estrita conta de meu tempo
E eu vou, do meu tempo dar-lhe conta;
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo ?

 

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero acertar conta e não há tempo...

 

Oh! vós que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.

 

Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo. "

 Frei Antônio das Chagas
(1631/1682)

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