O desafio dos nossos dias...

23
Ago 11

 

Olha, meu cantinho, sabes, ando há dias para te segredar isto.

Sabes tenho tido muito trabalho.

Resolvi mais um ano, levar com paciência os insultos indirectos.

Arriscar a ajudar na ornamentação da nossa Igreja para a festa.

Aparentemente, parece tudo ter corrido bem, mas não é verdade.

Temos um grupo que não é coeso.

Um grupo que parece não ser de comunidade cristã, uma vez que há fuga de informação e dentro do grupo nem todas são informadas das necessidades e evidências para que tudo corra pelo melhor.

Ou seja, há pessoas no grupo que são pura e simplesmente ignoradas, sem que para isso tenham dado qualquer razão que não fosse a ajuda desinteressada.

Sabes, meu cantinho, detesto este grupo, e não quero compactuar mais com ele...

Sei que a Igreja de Cristo é constituída por santos e pecadores...

Daí ter aceitado sempre com resignação tudo o que até aqui se passou, e não foi pouco.

Mas acho também uma imbecilidade minha teimar em continuar onde não me querem.

Por isso estou decididamente a pensar abandonar, não as responsabilidades como cristã, mas este "barco" que...

Outras oportunidades virão, para quem quer ajudar na sua comunidade.

Outros barcos aparecerão, acredito.

Por isso antes que naufrague na minha fragilidade física, sim, porque a psicológica já anda há anos grandemente atropelada por tudo isto.

Desculpem mil vezes, quem se sentir ofendido, mas não consigo aguentar mais.

É a parte física que não corresponde, é de carne e osso como os outros.

É humana.

Adeus.

publicado por emcontratempo às 14:32

22
Ago 11

 

"Ganhei-os com os dentes, para os comer com as gengivas."


19
Ago 11

 

História do Baleeiro da Ilha do Pico


    Aquele dia, em São João, amanhecia claro e à medida que o sol subia para os lados das Lajes, o verde das vinhas e do milho destacava-se por entre o negrume das pedras.

Os homens já se dirigiam para as terras para sachar milho, apanhar batatas ou bater tremoço.

As mulheres preparavam na cozinha o almoço de sopas de bolo, papas de milho ou batatas com peixe.
    De repente o sinal de baleia fez tudo mover-se a um ritmo mais acelerado.
Os homens largaram o sacho ou o alvião no lugar em que estavam, abandonaram a burra presa pela corda do freio à parede e correram para o porto, enquanto as mulheres lhes preparavam e alcançavam a saca com a comida.
Arriaram os botes e foram pelo mar fora, até que desapareceram no horizonte.

Depois de navegarem à vela algum tempo, avistaram a baleia.

Era um "espamarcete" pra cima de cem barris de óleo.
    Gerou-se grande reboliço nos botes.

É que uma baleia daquelas dava uma ânsia muito grande: não era só o dinheiro que ela representava, mas também o prazer de uma grande batalha vencida.

Tiraram a vela e puseram-se a padejar.

A baleia voltou a mergulhar para aparecer mais fora.
    No bote que conseguiu pôr-se em posição primeiro, o trancador, curvando o corpo e fixando o olhar, atirou o arpão certeiro.

A alegria e a confusão foi geral.

Mas a baleia, ferida e doida de dor, levou a primeira celha de linha, levou a segunda e, antes da ponta da linha sair da celha, o trancador, que era um latagão forte, agarrou-a a amarrou-a ao tronco.

Lá foi amarrado à linha pelo mar fora enquanto os demais baleeiros ficaram sepultados num silêncio de morte.

Só o oficial dizia: "Não! Não!"
    Não havia ainda gasolinas, havia mais 3 ou 4 botes por perto, passou-se palavra e toda a tarde procuraram com tristeza o "cadáver".

Até os outros deixarem de balear.

Não podendo fazer nada, voltaram ao entardecer para terra.
    A chegada ao cais não teve a alegria do costume e as discussões sempre tão fortes entre os baleeiros não se ouviram.

A família vestiu-se de luto e toda a santa noite as vizinhas choraram e carpiram de dor enquanto os homens contavam em voz baixa e dolente casos que tinham vivido com aquele forte homem.
    No outro dia saíram alguns botes à procura, por descargo de consciência, do corpo do trancador para que lhe dessem enterro digno.

Depois de muito andarem, começaram a avistar, ao longe, um negrume no mar e foram para lá.
Sobre a grande baleia, já morta, estava o baleeiro, de pé, encostado ao cabo do arpão fincado no toucinho do animal.

Como se nada tivesse acontecido disse:

 "Agora é que vocês chegam?

Tenho tado aqui toda a noite à espera!"

e fumava um grosso cigarro, embrulhado em casca de milho, como se estivesse sentado à mesa.

da net

publicado por emcontratempo às 11:42

17
Ago 11

 

"Nunca devemos esquecer que arte não é uma forma de propaganda, é uma forma de verdade"

 

John F. Kennedy

publicado por emcontratempo às 17:53

15
Ago 11

 

 

 

da net

 

Mãe de Deus,

Senhora do mundo,

Rainha do Céu,

em Vós acham os anjos a alegria,

os justos a graça,

os pecadores o perdão para sempre.

São Bernardo

publicado por emcontratempo às 10:32

14
Ago 11

 

 

da net

 

Uma milha cúbica de mar contém 17.000.000 de toneladas de sal.

publicado por emcontratempo às 09:13
tags: ,

 

"Ditosos aqueles que se entregam a Deus na juventude."

S. João Bosco

publicado por emcontratempo às 09:10

 

"Maria Libertação,

filha do Povo saído

da primeira escravidão.

Filha do Povo caído

na nova Dominação.

 

Filha do Pai Abraão,

retirante à procura,

sempre clara, sempre escura,

de uma outra Promissão.

 

Casa de Deus, sem morada,

à margem da lei jogada

entre o Presépio e a Cruz.

Retirante e exilada,

perseguida e malfadada

pela causa de Jesus.

 

Comadre de Nazaré,

companheira de José,

operário sem serviço,

lavrador sem terra certa,

moradores de cortiço.

 

pouco ganho e mesa incerta.

Como tantos lavradores,

como tantos operários.

Colega das nossas dores,

rosa dos nossos rosários.

 

Retirantes a caminho,

todos nós, pobres e réus,

buscamos no teu carinho

a Casa e a Paz de Deus,

a Mesa do Pão e o Vinho

nascidos do ventre teu,

a terra certa na Terra

e a Nova Terra dos Céus."

 

D. Pedro Casaldáliga

 

(in calendário das missões 2006)

 

publicado por emcontratempo às 09:07
tags:

Perfazem hoje já bastantes anos, avô

deixaste-nos sem os teus carinhos, avô,

sem os teus versos, ao som do tambor, avô,

sem o teu jeito vaidoso de vestir,

e o teu penteado, avô,

sim, quando ias de folião, nas festas do Divino.

 

Como nos orgulhávamos da tua presença,

serena, séria, responsável.

Avô, daqui te enviamos um beijinho,

tão sincero, como a repreensão que nos davas,

por gostares de sermos as melhores, sim,

que ninguém, num tempo de educação mais austéra,

nos pudésse apontar o que quer que fôsse.

 

Acredita, avô, ainda hoje me orgulho de ti!!!!

 

Beijinhos para ti, aí no Céu!

publicado por emcontratempo às 09:02

 

da net

 

Já lá vão... e a minha maneira de surpreender as horas, pisar os segundos que me envolvem, preenchendo um tempo que se vai no tic tac à mesa de cabeceira, e... mais um post soma e segue.

publicado por emcontratempo às 09:01

Agosto 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9

16
18
20

21
25
26
27

30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO