O desafio dos nossos dias...

21
Mai 10

 

www.santa-nostalgia.blogspot.com

 

Este serviço foi criado pelo administrador Branquinho da Fonseca em 1958.

Passava por cada lugar da nossa Vila uma vez por mês.

Da parte da tarde lá estava ela, primeiro era o Sr. Professor Ruben.

 Depois o sr. Raul e já mais tarde o José Manuel Melo.

Eu, e muitas outras, tivémos livros emprestados pela Gulbenkian para estudar.

 Facilitou em muito, encurtando as despesas com estudo, para meus pais.

Ainda depois de deixar de estudar, continuei a ir à Gulbenkian buscar livros para ler.

Por notas que tirei da net, soube que esse serviço durou de 1958 a 2002.

Esses serviços foram depois entregues às autarquias que serviam.

Hoje sei que a nossa Câmara é a única nos Açores que ainda mantém a Biblioteca Itinerante

publicado por emcontratempo às 10:37

02
Mar 10

 

Este foi o livro de leitura da primeira classe, de minha irmã.
Recordo-me de quando ela  entrou.

Aprender as primeiras letras, as palavras e as histórias.
Antes da entrada na escola primária, lembro-me de meu pai e mãe, fazerem as letras na  ardósia e pegarem nas nossas mãos para aprendermos.

Quando fui para a escola já sabia escrever algumas letras. 

Foi bonito e recordo com saudade como aprendi a escrever.

São coisas que nos marcam para a vida.

Mais uma vogal, mais uma consoante e assim ia aumentando o número de palavras.

A pouco e pouco, dia-a-dia, as histórias, as leituras, íam ficando mais extensas. 
Passámos das pequenas palavras, para as cópias dos textos. 

 

As recordações destes nossos primeiros livros, baseiam-se em muito nas ilustrações.

 

Naquele tempo, como agora, a ilustração tem muita importância na medida em que fascina as crianças, ajudando-as a entrar no mundo da fantasia e dos sonhos, e que recordarão pela vida fora.

Talvez todos se lembrem do seu primeiro livro de leitura, o livro da primeira classe, com muito carinho.

São memórias que a se perderem, perde-se um pouco de nós

Um pouco da  magia da nossa infância.

Sabemos que as coisas perdem-se no tempo.

O saboroso mesmo é recordá-las.

Como alguém dizia "recordar é viver", vive-se e revive-se, recordando.

 

 


livro de leitura da primeira classe ceia de natal

 

 

 

da 2ª. Classe

 

procissao na aldeia santa nostalgia 02

 

procissao na aldeia santa nostalgia 03

 

 Autores:
Maria Luisa Torres Pires
Francisca Laura Batista
Glória N. Gusmão Morais

Ilustrações:
Maria Keil
Luis Filipe de Abreu

Edição:
Editora Educação nacional de Adolfo Machado
1ª edição: 1967

imagens de www.santa-nostalgia.blogspot.com

publicado por emcontratempo às 01:10

23
Fev 10

 

herois da historia aniceto rosario santa nostalgia

herois da historia aniceto rosario santa nostalgia 2

in blog www.santa-nostalgia.blogspot.com

publicado por emcontratempo às 12:24

18
Fev 10

 

Estes cadernos do meu tempo de escola.

 

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 01

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 02

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 03

santa nostalgia caderno escolar joao de deus ccapa

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 05

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 04

in blog www.santa-nostalgia.blogspot.com 

publicado por emcontratempo às 13:29

12
Jan 10

 

No meu tempo:

 

 O calendário preso num prego na parede do cozinha, marcava o dia 7 de Outubro.

 

Primeiro dia de escola.

 

Eis que saio de casa...

 

...caminhando em companhia das minhas colegas e irmã.

 

Voltando-nos para sudoeste, ao longo do caminho dos Toledos, passando pela vinha do sr. Jacinto, o mato e as figueiras das sras. Sacas, a vinha do sr. Augusto Paim, mato do sr. Alfredo Saca, casa, quintal e vinha da sr. António Salsa e da sra. Leonor Palhaça, todos delimitados ao poente pelo caminho dos Toledos que nesta zona tinha e tem em frente destes prédios os matos dos Machados, em tempos todos estes matos eram vinhas.

 

Mais adiante eis-nos chegados à ladeira dos Santinhos.

 

Ao lado da terra só matos até à Canada do Serralheiro de cima e à adega do sr. Lima (hoje do sr. Anselmo).

 

Ao lado do mar matos da família da D. Carolina, e do sr. Xico, pais dos srs. Carlos, Fernando e Alberto do Xico como assim os conhecia, por amigos e vizinhos de meu pai.

 

E a Canada do Serralheiro de baixo, descendo até à Barca.

 

Continuando no Caminho dos Toledos e passando a adega do sr. Lima, do outro lado do caminho tinha mato do sr. Alberto Alvernaz, hoje do filho.

 

Mais à frente e ao lado do Pico uma vinha dos Calcetas e a vinha e adega dos Tonins dos quais meu tio António era feitor.

 

Logo aí ao lado a Canada das Brancas e ao lado do mar matos das famílias do sr. Carlos Silveira e vinha do sr. António da Celeste, adega do sr. Francisco Inácio e ao lado de cima prédio de pinheiros e cedros também dele.

 

Ainda do mesmo lado vinha perdida do sr. josé Pereira Guarda Fios.

 

Seguindo em continuação e ao lado poente, matos de antigas vinhas, alambique e casa de veraneio, então dos irmãos Machado, antes dos frades, hoje, Museu do Vinho.

 

Sempre do lado do Pico, as casas da sra. Alfredina e Leonor do José Simas, a casa do sr. Augusto Paim, intercalada com matos novamente dos guarda fios.

 

Depois e mesmo em cima da curva para o Colégio a casa da sra. Palmirinha, e o seu tanque com casa de abrigo dos carro de bois embutida nas paredes do tanque (isto ainda existe hoje).

 

Nessa reentrância, nos abrigámos muitas vezes das chuvas ao ir ou vir da escola.

 

E, eis-nos na actual Travessa do Carmo onde a sul, era a vinha do sr. Jacinto e a do Tio Manuel Garcia e ainda a casa do sr. José do Manuel Garcia, aquele primo e este, tio de meu pai.

 

A norte continuava o quintal da sra. Palmirinha do sr. Augusto e a casa do sr. Manuel Nunes e Isabel Damaso, seguindo-se a casa do sr. José Nunes e quintais de ambos os irmãos.

 

Terminada a travessa do Colégio, entrávamos na Estrada Nacional , passávamos pela casa do sr. António Luís, da Teresinha Palhaça, do Sr. Jacinto, do sr. josé Gonçalves, da Evarista e do Camacho.

 

E continuando, eis-nos chegadas à casa da Tia Carranquinha onde no regresso da escola entrávamos e dividíamos as nossas migalhas de pão, hoje é a Ourivesaria Pérola.

 

A Tenda do Carranca, hoje Hotel Pico....

 

A casa solitária e sombria dos Camachos, a Sul, ainda existente hoje.

 

Logo a norte o armazém, casa e vinha? do sr. José Velhinho.

 

Nesta fiz com as minhas colegas de escola uma travessia até à canada do Serralheiro.

 

Atravessámos a vinha, depois uma vereda por entre os matos e fomos sair mais ou menos a meio da Canada do Serralheiro de Cima.

 

Lembro-me que a Rosa Pires pôs a irmã Alda Pires à frente, as mais pequenas no meio e ela ia atrás.

 

Foi a nossa primeira aventura no tempo de escola.

 

Assustámo-nos com uma coisa branca, que apareceu mais adiante em pleno meio do mato.

 

Allllllmas!!!...

 

Não!!!

 

Apenas uma pedra cheiiinha de musgos brancos!

 

Mas, e continuando, ...

 

... o resto do percurso, a pé, até à Escola das Sete Cidades, propriedade da sra. D. Mariazinha Alvernaz.

 

Chegadas à casa da tia Rita Caiada, creio ser irmã do Caiado da Pedreira e da tia Oráquia mãe da tia Palhaça, sra. Leonor Palhaça e do sr. José Palhaça do Valverde.

 

Caminhando adiante a casa do sr. Tibério da Quinta, assim o conhecia, da sra. Ilda das Cruzes, mãe da Fátima do Manuel São João, do Júlio das Cruzes, ...

 

A casa do sr. António Cabós e da sra. Berta.

 

A  da Tia Emíla Carlota e do tio João da Carlota, mãe do sr. José Nestor, ou José da Emilia, como assim lhe chamavam.

 

Ainda as casas, isto sempre ao lado debaixo, do sr. Januário Soares e do primo de meu pai, o sr. Manuel da Rosa, a do sr. António Narciso e da sra Maria Leonor, esta irmã da mãe da Maria Regina e prima de meu pai.

 

Ao lado de cima a casa do sr. Docelino e do Manuel Dutra "pé- de- boi", a casa do Matateu, dos irmãos Estácio, do ruinzinho, ...

 

Os botequins da sra. Ema do Silvino e sra. Olívia do António Pereira.

 

A do tio Francisco Martelo, do sr. José Vieira, logo em frente a do sr. Manuel Amaral e mais a sul a do ...

 

Eis-nos chegadas à Pedreira!

 

A escola é já ali.

 

O primeiro dia de escola em cada ano, era este dia. Sete de Outubro. Se não caísse em fim de semana...

 

Neste meu tempo, era uma alegria, voltar à escola.

 

publicado por emcontratempo às 10:41

04
Jan 10

 

Este já não foi do meu tempo.

 

livro da quarta classe 1973 01

livro da quarta classe 1973 02

 

" O novo livro de leitura da 4ª classe", uma edição de 1973 da Porto Editora, de autoria de António Branco.
O livro, com capa dura, apresenta as dimensões de 150 x 210 mm, com 144 páginas.
Sendo um dos últimos manuais do tempo de Estado Novo, imediatamente anterior ao 25 de Abril de 1974, é simultaneamente um dos melhores livros de leitura do ensino primário de sempre, quer pela qualidade e diversidade dos textos, quer pelas excelentes ilustrações de Eugénio Silva e pela sua qualidade gráfica geral. Por outro lado, António Branco era um autor experiente que produziu excelentes edições de manuais para o ensino primário, nomeadamente nas disciplinas de História e Ciências Geográfico-Naturais. É caso para se dizer que hoje já não se fazem livros assim.
Para além da qualidade geral do livro, de referir a introdução de histórias com recurso à técnica da banda desenhada, uma das especialidades do ilustrador."

 

 

livro da quarta classe 03

livro da quarta classe 04

 

livro da quarta classe 05

 

livro da quarta classe 06

 

livro da quarta classe 07

 

livro da quarta classe 08

 

livro da quarta classe 09

 

 

livro da quarta classe 10

livro da quarta classe 11

livro da quarta classe 12

 

livro da quarta classe 13

 

 

livro da quarta classe 14"

www.santanostalgia.blogspot.com

publicado por emcontratempo às 12:14

29
Dez 09

 Trecho do meu livro da 4a. Classe

 

a aguia e a coruja santa nostalgia

in www.santanostalgia.blogspot.com

publicado por emcontratempo às 18:13

 

 

 

 

 

 

 

 

www.santanostalgia.blogspot.com

 

Tenho estes com apontamentos de quando andava no Externato,

no tempo não dava para gastar muito, poupava-se pois tudo era caro, o dinheiro também.

Digamos que hoje, também, embora os mais pequenos não se apercebam como nós naquele tempo, o dinheiro também está caro.

Temos de regrá-lo, saber aplicá-lo e sermos mais sóbrios no nosso dia-a-dia.

publicado por emcontratempo às 15:45

  

historia de portugal 4 classe santa nostalgia capa

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia ccapa

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 1

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 2

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 3

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 4

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 5

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 6

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 7

 

historia de portugal 4 classe santa nostalgia 8

 

herois da historia egas moniz santa nostalgia 2

 

herois da historia egas moniz santa nostalgia

www.santanostalgia.blogspot.com

publicado por emcontratempo às 15:41

leituras para a segunda classe 002

 

leituras para a segunda classe 003

 

leituras para a segunda classe 004

 

leituras para a segunda classe 005

 

leituras para a segunda classe 006

 

leituras para a segunda classe 007

 

leituras para a segunda classe 008

www.santa-nostalgia.blogspot.com

 

Talvez  foram de meus pais!

É sempre bom encontrar-se estas relíquias!

É mergulhar nas histórias do passado que nossos pais nos contavam!

É matar saudades dos seus carinhos, do calor dos seus colos, nas noites frias e invernosas, mas ricas de família, ricas de Paz, ricas de Amor, que hoje no quente dos sofás moldáveis, pouco existe este calor familiar, infelizmente.

publicado por emcontratempo às 15:34

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