O desafio dos nossos dias...

01
Mar 11

Força L7...

 

"Pelo sonho é que vamos,

Comovidos e mudos.

 

Chegamos? Não chegamos?

 

haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.

Basta a fé que temos,

basta a esperança naquilo

que talvez não teremos.

Basta que a alma demos,

com a mesma alegria

ao que desconhecemos

e ao que é do dia-a-dia.

 

Chegamos? Não chegamos?

 

Partimos. Vamos. Somos."

 

Sebastião da Gama

... que concretizes mais esta etapa

do teu sonho!

publicado por emcontratempo às 10:56

20
Jan 11

 

 

Ser artista é ser alguém,

que bonito é ser artista,

ver as coisas mais além,

do que alcança a própria vista!

 

A arte é dom de quem cria,

portanto não é artista,

aquele que só copia,

as coisas que tem à vista.

publicado por emcontratempo às 12:40

14
Jan 11

 

 "

Caminhaste, pequeno jornaleiro;

nas ruas da cidade, em diurna lida,

apregoando jornais o dia inteiro.

 

Já sentes a garganta ressiquida

de gritar... aquebranta-te o cansaço...

Assim é que labutas pela vida...

 

Alguns jornais ainda tens no braço...

Porém é tarde já. Tremulamente

estrelas vão surgindo além no espaço.

 

Anseias por descanso. A noite é quente.

E então, desembrulhando o teu jantar,

um pão negro, o mastigas lentamente.

 

Sentado na calçada a meditar...

depois tiras do bolso o teu dinheiro,

e te pões a contá-lo e a calcular.

 

Com quanto vais ficar no mealheiro...

sonhas fazer fortuna ainda um dia,

morar em casa rica, ser banqueiro.

 

E, asas ligeiras dando à fantasia,

vês no teu palacete do futuro,

uma cama luxuosa e bem macia.

 

Num quarto mobilado com apuro...

não mais vender jornais, nem ao relento,

dormir sobre a calçada, em leito duro...

 

E comtemplas, absorto, o firmamento,

Onde pareces ver a sedutora

imagem que criou teu pensamento...

 

Que as asas da fortuna benfeitora

possam trazer-te, em mágica mudança,

tudo isso por que anseias tanto agora!

 

Porém, se este teu sonho de esperança

se converter um dia em realidade,

hás-de lembrar os tempos de criança...

 

E, quem sabe? Terás talvez saudade!..."

 

Maria Nunes de Andrade (bras.)

(copiados de um antigo almanaque

chamado "Almanaque de Santo António"

que me deram, já muito velhinho

 e do qual copiei algumas coisas interressantes)


03
Jan 11

 

 

"A Poesia é essencialmente religiosa.

Tirar a Poesia à Religião, seria como tirar o perfume à flor.

A Religião é a essência moral.

Quem diz Religião, diz sentimento na sua expressão mais íntima, mais subtil.

Sentimento quer dizer bondade, abnegação, misericórdia.

São estes os elementos da Religião.

E não pode haver Poesia fora deles."

D. Alberto Bramão

 

publicado por emcontratempo às 13:07

27
Dez 10

 

poema do meu livro da 1a. Classe
.......................

A noite é de neve, fria,
brilham mais as estrelinhas,
mas já pelos céus descia
o Deus-Menino e sorria
a todas as criancinhas.

.......................

Menino Jesus, contente,
vai descer às chaminés.
E caminha docemente,
ninguém o vê, nem pressente,
dormem todos os bébés.

.......................

Que lindas coisas doiradas,
que presentes tão bonitos,
que nem os sonham as fadas!
Abre as mãozinhas nevadas
e dá tudo aos pequenitos

.......................

Não cabem nos sapatinhos
os brinquedos, óh Jesus!
São pequenos os pézinhos
Mas deixa bolas, carrinhos,
tudo o que é lindo e reluz!

........................

Amanhã, de manhãzinha
que alegres risos, contentes!
irá cada criancinha,
correndo ansiosa, à cozinha,
buscar os lindos presentes. 
publicado por emcontratempo às 11:56

10
Dez 10
"

 

Na vastíssima praça - a artéria principal

da cidade grandiosa - um oceano de gente

flui em mil direcções, só para, velozmente,

chegar a um fim, a todo o transe, a bem ou mal...

 

Todos parecem ter uma paixão fremente,

frenética avidez, ânsia sensacional

de seguir um destino ilusório ou real,

depressa, bem depressa e vitoriosamente!

 

Na rude maratona, em que a turba se queima

como se flagelasse um violento canteiro,

obstinam-se ambições, na mais insana teima...

 

E eu sinto ganas de gritar, em vitupério:

-Ó gentes! Para quê essa estúpida freima?!

Pois, tendes pressa de chegar ao cemitério?!"

 

Sanz Vieira

(do livro "Foco de Imagens - Luz")

publicado por emcontratempo às 11:13

09
Dez 10

"Poema da Menina 

 

No quarto da minha Mãe

há um quadro de Nossa Senhora.

É lindo!

a Virgem morena

tem os cabelos como se usam agora.

Olha o Céu

e tem as mãos postas em oração.

Veste túnica muito branca

como era moda então.

Um manto azul adejando

dá sensação de subida

quando a olho e estou rezando

fico sempre embevecida...

 

A seus pés muitos anjinhos,

uns loiros, outros morenos

- que engraçadinhos!

Dois deles, mais curiosos,

estão de narizito no ar,

os outros parecem querer brincar!

 

Perguntei a minha Mãe

se era verdade aquilo,

se Nossa Senhora era assim linda

como a pintara Murillo.

 

Respondeu-me que sim,

que Deus, o Senhor da Criação,

a fizera assim tão bela

desde a sua Conceição..."

 

Estela Brum

 

in o Jornal o Telégrafo  de 8 Dezembro de 1995

 

publicado por emcontratempo às 15:30

29
Out 10

 

 

" A poesia não tem presente. Ou é a esperança ou a saudade."

Camilo Castelo Branco

publicado por emcontratempo às 10:12

02
Out 10

Côro

Ora venham vê-las

que vão a passar

de cesto no braço,

vem de vindimar.

Ora venham vê-las

que vão a passar

de cesto no braço,

vem de vindimar.

 

Juras Manuel ser meu,

Juras Maria ser minha

Fazem promessas de amor,

no adro da ermidinha.

 

Leia-ra-reia-ra-reia,

leia-ra-reia-ra-ra.

 

....

 

(devem ser mais versos, só que não me lembro.

estes foram os que decorei quando vi o Teatro penso que da Ribeirnha, não sei?!

era ainda criança de escola, já lá vão alguns dias:)

 

Côro

 

....

publicado por emcontratempo às 23:18

 

Eu sou uma desgraçada,

no Mundo não tenho nada,

o meu conforto acabou.

É bem triste a minha vida,

eu sei bem que estou perdida

e a minha mãe me faltou

 

Com este golpe tão profundo,

para que vim eu ao mundo,

padecer sem ter ninguém.

Pai Celeste vela por mim,

não posso viver assim,

leva-me para minha mãe.

 

Tens quem vele por tua vida,

não chores ó filha querida,

sinto bem a tua dor.

Como é triste a orfandade

e quando na tua idade,

um verdadeiro horror.

 

Também conhecia voz latente

que me acarinha fortemente

tua mãe falta me fez

quanto é grande a minha dor

tua mãe, ó meu amor,

deixou-me na viuvez.

 

Vamos correndo a nossa sorte,

não falemos mais na morte

daquela que eu tanto amava.

Como foi é que eu não sei

e mesmo nunca pensei

que tão cedo nos deixava.

 

E mesmo nesta orfandade

e na maior humildade

de quem conforto não tem,

ainda me resta um aizinho

que me afaga com carinho

fingindo a minha mãe.

 

Somos ambos desgraçados

a cumprir os tristes fados

que a sorte nos destinou.

Somos dois orfãos na vida,

gemendo a falta sentida

que esta santa nos deixou.

 

(versos escritos por minha mãe e que encintrei há pouco tempo, entre fotos e recordações dos meus pais.

Querida mãe, tinhas dezanove anos aquando do falecimento da minha querida avó Maria da Glória que infelizmente não conheci.

Hoje, volvidos tantos anos daqui vos envio um beijinho de luz.

Olhem, olhem aquelas estrelitas faíscando muídinho...

...é para vós que eternamente saudosa vos mando este beijiiiiiiinho e ...

do meu rosto, cá na terra caí silenciosa uma lágrima devagarinho,

como a acarinhar-me deste aí que solto e vaiiiiii........ neste beijinho.......)

publicado por emcontratempo às 23:07

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