O desafio dos nossos dias...

04
Set 09

 

 

Nunca esquecerei os meus avós e os nossos antepassados que deram formas e edificaram, erguendo pedra a pedra, monumentos a rendilhado negro.

 

Negro, soado  e  persistente, para sustento de tantos e tantos que se recordarão ou esquecerão, não sei.

 

Sei que de dentro deles, ainda hoje brotam deslumbrantes e sumptuosas parreiras.

 

Parreiras onde se escondem, ao olhar do sol, espevitando raio a raio cada portal, cachos verdes doirados e roxos brilhantes.

 

Brilhantes e abanados pela aragem, ora quente, ora fresca,  que o vento empresta a cada folha, bafejando de frescura os cachos, docemente embalados e luzentes.

 

Luzentes são os suspiros sumarentos e pisados que brotam de entre  mãos e pés nos balseiros e lagares.

 

Lagares, para onde se escondem estes manjares de verdelho e tinto, bonitos cartões de visita da Vila, da Ilha e por que não da Região.

 

Região de onde outrora navegantes levaram até lá, à mesa dos Czares, este néctar delicioso, que:

 

De entre quadrículas negras,
basálticas e seculares,
nascem sumptuosas parreiras,
de perfumados cachos
triturados nos lagares...
...e deliciosos paladares,
outrora saboreados
nas lautas mesas dos Czares.

 

manomero29  Verão2008 


03
Set 09

 

 

    Aos que fizeram poema

    de enxada e pique

    na mão,

    o grande livro das suas vidas,

    folheado pelos sóis

    de Verão

    e limado pelos frios

    invernosos,

    a esses, honro,

    toda a coragem,

    força e labor,

    pois fui embalada,

    acarinhada e mimada,

    nesse poema

    de suor e de amor.

 

    Tantos livros

    foram escritos!

    na lava,

    há trilhos marcados!

    Currais e maroiços,

    são gritos,

    por mãos e piques

    moldados,

    entre dias infinitos,

    entre fome,

    bolsas vazias

    de pão

    e figos passados.

 

    ... seus autores,

    convictos selaram

    um testamento.

    Estes documentos

    gravaram,

    estes registos

    para sempre,

    ficarão na Ilha,

    na pedra e nos trilhos

    do intelecto,

    da nooooossa Gente!

 

    manomero29 Setembro2008

publicado por emcontratempo às 15:16

09
Set 08

 

 

         É o começo do ano lectivo ...

 

 

foto da net

       Meninos e meninas, p'ra escola!

publicado por emcontratempo às 15:32
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04
Set 08

 

                 É assim,

A viagem da vida tem sido uma luta constante ...

       ... cheia de altos e baixos, ventos contrários, contratempos ... alguns desgostos e muitas alegrias ...

 

       Viajei no mar escuro do sofrimento, qual nau naufragada, perdida na imensidão de um oceano, sem luz, nem norte.

 

       Apenas céu, céu ... e uma só estrelinha, a minha estrelinha!

 

       Essa nasceu comigo.

 

       Nunca a perdi de vista ...

 

       ... ainda a tenho hoje, volvidos tantos anos, uma vida, como se diz.

 

       A caminhada é longa ...

 

       Eu e ela ... sempre ... sempre ...

 

       É uma luta.

 

       E lá vamos, somos inseparáveis.

 

       Pelo caminho abundam as névoas, muitas névoas ...

 

       Mas ela vai ali, com ela sinto toda a força do mundo!

 

       Sinto-me confiante!

 

       Resta-me ir procurando a vereda melhor, como dizia meu pai que o Senhor lá tem.

                                                                                                                                       peregrina  2003 11 07

publicado por emcontratempo às 11:27

27
Ago 08

    

        Frei vagabundo

         Vê ...

         Ouve ...

         Está atento ...

         mas ...

         ... nada tem

         ... fica na espectativa.

        Seu dia está assombrado,

        nuvens densas o separam

        daquele écran projectável,

        prometedor e alicioso

        do Futuro.

        ...

        Frei vagabundo, néscio

        olha ... olha ...

        e fica ...

        fica e pára ...

        pára e morre..

        ... aqui jaz!

                        peregrina 1985 04 23

publicado por emcontratempo às 09:16
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24
Ago 08

  

  

Olhei para trás.

Vi a Terra brilhante,

fascinante,

banhando-se no universo, 

qual lua prateando-se

mágicamente entre o canal 

onde os Ilhéus, 

espevitados, vigiavam

tão doce enleio. 

E vim. 

Regressei. 

Uf! 

Os pés na Terra!

Contornando as ondas, 

"contra ventos e marés". 

Pois é, 

estou cá!

Mas ... foi preciso sair, 

perceber o teu valor, 

oh Terra Mãe,

sentir no além, 

a tua magia. 

E hoje ... 

hoje penso, 

hoje sinto,

hoje vivo,

 

hoje oro ao Criador,

 

que tudo criou com tanto e tanto Amor!

peregrina

publicado por emcontratempo às 21:34

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