O desafio dos nossos dias...

19
Jan 12

 

 

Oh meus pais, quem me dera,

Sentir vossos braços, abraçar-vos,

Mas, só me resta a dura espera,

Vós, jamais ides voltar.

 

Como recordo, a infância,

vossos beijos e carinhos,

Adolencência e juventude,

a educação, a saúde,

Tudo feito ao certinho,

ainda que pobrezinho,

 

Oh meus pais, quem me dera!

 

Sempre que pisa a saudade,

Abraço vossos retratos e choro,

Fecho meus olhos,e vejo-vos

Consigo-vos encontrar,

no cantinho do meu ser,

onde sempre vão habitar.

 

Oh meus pais quem me dera!

Ter-vos aqui novamente.

Sarar esta longa espera,

Fazer do Passado presente.

 

Oh meus pais quem me dera!

publicado por emcontratempo às 00:45

17
Jan 12

 

 

 

 

A minha, era de uma fazenda azul cinza.

Fê-la a minha mãe.

Era de uma peça de roupa já usada que veio da América.

Desmanchou-a, lavou-a e secou-a.

Depois de ter passado os bocados a ferro, talhou a mala.

Bordou-lhe um passarinho sobre um ramo, de um lado.

Coseu-a e forrou-a.

Estava linda.

Pobre e humilde, igual a mim.

Era a minha malinha da escola.

Outros tempos...

publicado por emcontratempo às 13:15

25
Out 11

 

 

Sou uma pobre pastora,

rezo sempre a Maria

no meio do meu rebanho,

sou o sol de cada dia..

 

Com os meus cordeirinhos,

eu aprendi a saltar.

Sou alegria da serra

e passo o dia a cantar.

 

Subo montes, desço vales,

subo e desço colinas,

para dar ao meu rebanho

as mais tenras das ervinhas.

 

As duas primeiras quadras, lembro-me de minha mãe cantar.

Não sabia de quem era.

Há poucos anos vi que eram quadras que os Pastorinhos cantavam.

A terceira quadra fi-la eu, para juntar mais uma .

Fizemos um pequeno teatrinho.

Tinha várias peças todas pequenitas.

Foi apenas apresentado para as pessoas do meu lugar.

Tinham e tem por hábito ir ao terço à ermida de Santo Cristo.

Penso que foi numa tarde de Domingo.

Todos se juntaram por ali, para ver os mais pequenos.

Estavamos longe ainda de sonhar com o Salão.

Foi então representado no armazém do sr. José Luís Vieira.

Era um armazém onde ele arrumava os tunéis de vinho.

O armazém do José Caetano como assim é chamado, foi palco.

E todos viram e se regalaram naquele mágico momento entre crianças.

A pastorinha era a minha rica prima que o Senhor levou em nova idade.

Cantava como um rouxinol.

 

Afinal descobri na net que estes versinhos eram cantados pelos pastorinhos.

Aqui anoto a letra dos versos porque tem algumas diferenças:

 

Amo a Deus no Céu,

amo-O também na terra;

amo o campo, as flores,

amo as ovelhas na serra.

 

Com os meus cordeirinhos

eu aprendi a saltar.

Sou alegria da serra,

e sou o lírio do vale.

 

Sou uma pobre pastora

rezo sempre a Maria.

No meio do meu rebanho

sou o sol do meio-dia.

 

Ó, i, ó ai!

Quem me dera ver-te agora!

Ó, i ó ai!

Meu Jesus, já nesta hora!

http://paginas.terra.com.br/arte/leiame/fatima.html

publicado por emcontratempo às 10:51

06
Abr 11

 

catecismo da primeira calsse v1 01

 

catecismo da primeira calsse v1 02

 

catecismo da primeira calsse v1 08

 

catecismo da primeira calsse v1 09

 

catecismo da primeira calsse v1 10

 

catecismo da primeira calsse v1 05

 

catecismo da primeira calsse v1 04

 

catecismo da primeira calsse v1 03

 

catecismo da primeira calsse v1 06

catecismo da primeira calsse v1 07

 

catecismo primeira comunhao sn1 1 f1

 

catecismo primeira comunhao sn2 f1

 

catecismo primeira comunhao sn1 f6

catecismo primeira comunhao sn2 f6

catecismo primeira comunhao sn1 f7

catecismo primeira comunhao sn2 f7

catecismo primeira comunhao sn1 l6

catecismo primeira comunhao sn2 f4

catecismo primeira comunhao sn1 l7

catecismo primeira comunhao sn2 f5

imagens tiradas da net

 

Lembro-me da Senhora Maria Madalena,  nos sentar em roda sobre o soalho da sua cozinha e nos "dar catequese".

Era assim que dizíamos, e ela ensinava por estes catecismos.

Até tenho saudades, pois mesmo mal acondicionados portávamo-nos bem.

Vejam só, se fôsse hoje.

publicado por emcontratempo às 14:48

15
Fev 11

 

 

da net

 

Nestes  bonitos cadernos de pedra, foi onde escrevi muitos dos trabalhos escolares

 

da net

Estas carteiras, só que eram um pouco maiores mas ficávamos três na mesma.

O tinteiro e as canetas...

 e o mata borrão e os pingos de tinta... que davam direito a réguadas e tudo.

Como eram outros tempos!

Havia ser hoje!

As réguadas iriam dar sabe-se lá o quê?!

publicado por emcontratempo às 11:53

18
Ago 10

 

 

A 15 de Agosto fomos dar um passeio a São Jorge. 

Foram alguns irmãos e irmãs de meu marido.

Foi um salutar convívio.

Demos a volta à Ilha, mas por falta de tempo não fomos ao Topo.

Fica para a próxima.

Descemos à Fajã dos Cubres.

Alguns foram a pé à Fajã de Santo Cristo.

Ainda fui até meio do percurso.

Voltei para trás por não haver tempo.

A hora combinada, para partida abeirava-se. 

Estavam cá os três do Canadá, Maria, António e Luís.

Era momento de comemorar em família.

Então, combinado.

Juntámos em nossa casa os que vieram do Canadá e os de cá.

Juntei também os da minha família.

E ainda o Manuel da Barca e esposa.

Foi um bom momento juntos.

Jamais iremos esquecer...

publicado por emcontratempo às 12:13

02
Mar 10

 

Este foi o livro de leitura da primeira classe, de minha irmã.
Recordo-me de quando ela  entrou.

Aprender as primeiras letras, as palavras e as histórias.
Antes da entrada na escola primária, lembro-me de meu pai e mãe, fazerem as letras na  ardósia e pegarem nas nossas mãos para aprendermos.

Quando fui para a escola já sabia escrever algumas letras. 

Foi bonito e recordo com saudade como aprendi a escrever.

São coisas que nos marcam para a vida.

Mais uma vogal, mais uma consoante e assim ia aumentando o número de palavras.

A pouco e pouco, dia-a-dia, as histórias, as leituras, íam ficando mais extensas. 
Passámos das pequenas palavras, para as cópias dos textos. 

 

As recordações destes nossos primeiros livros, baseiam-se em muito nas ilustrações.

 

Naquele tempo, como agora, a ilustração tem muita importância na medida em que fascina as crianças, ajudando-as a entrar no mundo da fantasia e dos sonhos, e que recordarão pela vida fora.

Talvez todos se lembrem do seu primeiro livro de leitura, o livro da primeira classe, com muito carinho.

São memórias que a se perderem, perde-se um pouco de nós

Um pouco da  magia da nossa infância.

Sabemos que as coisas perdem-se no tempo.

O saboroso mesmo é recordá-las.

Como alguém dizia "recordar é viver", vive-se e revive-se, recordando.

 

 


livro de leitura da primeira classe ceia de natal

 

 

 

da 2ª. Classe

 

procissao na aldeia santa nostalgia 02

 

procissao na aldeia santa nostalgia 03

 

 Autores:
Maria Luisa Torres Pires
Francisca Laura Batista
Glória N. Gusmão Morais

Ilustrações:
Maria Keil
Luis Filipe de Abreu

Edição:
Editora Educação nacional de Adolfo Machado
1ª edição: 1967

imagens de www.santa-nostalgia.blogspot.com

publicado por emcontratempo às 01:10

18
Fev 10

 

Estes cadernos do meu tempo de escola.

 

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 01

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 02

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 03

santa nostalgia caderno escolar joao de deus ccapa

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 05

santa nostalgia caderno escolar joao de deus 04

in blog www.santa-nostalgia.blogspot.com 

publicado por emcontratempo às 13:29

12
Jan 10

 

No meu tempo:

 

 O calendário preso num prego na parede do cozinha, marcava o dia 7 de Outubro.

 

Primeiro dia de escola.

 

Eis que saio de casa...

 

...caminhando em companhia das minhas colegas e irmã.

 

Voltando-nos para sudoeste, ao longo do caminho dos Toledos, passando pela vinha do sr. Jacinto, o mato e as figueiras das sras. Sacas, a vinha do sr. Augusto Paim, mato do sr. Alfredo Saca, casa, quintal e vinha da sr. António Salsa e da sra. Leonor Palhaça, todos delimitados ao poente pelo caminho dos Toledos que nesta zona tinha e tem em frente destes prédios os matos dos Machados, em tempos todos estes matos eram vinhas.

 

Mais adiante eis-nos chegados à ladeira dos Santinhos.

 

Ao lado da terra só matos até à Canada do Serralheiro de cima e à adega do sr. Lima (hoje do sr. Anselmo).

 

Ao lado do mar matos da família da D. Carolina, e do sr. Xico, pais dos srs. Carlos, Fernando e Alberto do Xico como assim os conhecia, por amigos e vizinhos de meu pai.

 

E a Canada do Serralheiro de baixo, descendo até à Barca.

 

Continuando no Caminho dos Toledos e passando a adega do sr. Lima, do outro lado do caminho tinha mato do sr. Alberto Alvernaz, hoje do filho.

 

Mais à frente e ao lado do Pico uma vinha dos Calcetas e a vinha e adega dos Tonins dos quais meu tio António era feitor.

 

Logo aí ao lado a Canada das Brancas e ao lado do mar matos das famílias do sr. Carlos Silveira e vinha do sr. António da Celeste, adega do sr. Francisco Inácio e ao lado de cima prédio de pinheiros e cedros também dele.

 

Ainda do mesmo lado vinha perdida do sr. josé Pereira Guarda Fios.

 

Seguindo em continuação e ao lado poente, matos de antigas vinhas, alambique e casa de veraneio, então dos irmãos Machado, antes dos frades, hoje, Museu do Vinho.

 

Sempre do lado do Pico, as casas da sra. Alfredina e Leonor do José Simas, a casa do sr. Augusto Paim, intercalada com matos novamente dos guarda fios.

 

Depois e mesmo em cima da curva para o Colégio a casa da sra. Palmirinha, e o seu tanque com casa de abrigo dos carro de bois embutida nas paredes do tanque (isto ainda existe hoje).

 

Nessa reentrância, nos abrigámos muitas vezes das chuvas ao ir ou vir da escola.

 

E, eis-nos na actual Travessa do Carmo onde a sul, era a vinha do sr. Jacinto e a do Tio Manuel Garcia e ainda a casa do sr. José do Manuel Garcia, aquele primo e este, tio de meu pai.

 

A norte continuava o quintal da sra. Palmirinha do sr. Augusto e a casa do sr. Manuel Nunes e Isabel Damaso, seguindo-se a casa do sr. José Nunes e quintais de ambos os irmãos.

 

Terminada a travessa do Colégio, entrávamos na Estrada Nacional , passávamos pela casa do sr. António Luís, da Teresinha Palhaça, do Sr. Jacinto, do sr. josé Gonçalves, da Evarista e do Camacho.

 

E continuando, eis-nos chegadas à casa da Tia Carranquinha onde no regresso da escola entrávamos e dividíamos as nossas migalhas de pão, hoje é a Ourivesaria Pérola.

 

A Tenda do Carranca, hoje Hotel Pico....

 

A casa solitária e sombria dos Camachos, a Sul, ainda existente hoje.

 

Logo a norte o armazém, casa e vinha? do sr. José Velhinho.

 

Nesta fiz com as minhas colegas de escola uma travessia até à canada do Serralheiro.

 

Atravessámos a vinha, depois uma vereda por entre os matos e fomos sair mais ou menos a meio da Canada do Serralheiro de Cima.

 

Lembro-me que a Rosa Pires pôs a irmã Alda Pires à frente, as mais pequenas no meio e ela ia atrás.

 

Foi a nossa primeira aventura no tempo de escola.

 

Assustámo-nos com uma coisa branca, que apareceu mais adiante em pleno meio do mato.

 

Allllllmas!!!...

 

Não!!!

 

Apenas uma pedra cheiiinha de musgos brancos!

 

Mas, e continuando, ...

 

... o resto do percurso, a pé, até à Escola das Sete Cidades, propriedade da sra. D. Mariazinha Alvernaz.

 

Chegadas à casa da tia Rita Caiada, creio ser irmã do Caiado da Pedreira e da tia Oráquia mãe da tia Palhaça, sra. Leonor Palhaça e do sr. José Palhaça do Valverde.

 

Caminhando adiante a casa do sr. Tibério da Quinta, assim o conhecia, da sra. Ilda das Cruzes, mãe da Fátima do Manuel São João, do Júlio das Cruzes, ...

 

A casa do sr. António Cabós e da sra. Berta.

 

A  da Tia Emíla Carlota e do tio João da Carlota, mãe do sr. José Nestor, ou José da Emilia, como assim lhe chamavam.

 

Ainda as casas, isto sempre ao lado debaixo, do sr. Januário Soares e do primo de meu pai, o sr. Manuel da Rosa, a do sr. António Narciso e da sra Maria Leonor, esta irmã da mãe da Maria Regina e prima de meu pai.

 

Ao lado de cima a casa do sr. Docelino e do Manuel Dutra "pé- de- boi", a casa do Matateu, dos irmãos Estácio, do ruinzinho, ...

 

Os botequins da sra. Ema do Silvino e sra. Olívia do António Pereira.

 

A do tio Francisco Martelo, do sr. José Vieira, logo em frente a do sr. Manuel Amaral e mais a sul a do ...

 

Eis-nos chegadas à Pedreira!

 

A escola é já ali.

 

O primeiro dia de escola em cada ano, era este dia. Sete de Outubro. Se não caísse em fim de semana...

 

Neste meu tempo, era uma alegria, voltar à escola.

 

publicado por emcontratempo às 10:41

06
Jan 10

 

 

Navego na minha infância.

Encontro recordações que me alegram.

Fico cheia de saudades.

Naquele tempo em que havia "Menino Jesus".

Havia São Nicolau.

Eu, apenas o conhecia dos postais.

Pois vinham postais das Américas.

Não conhecia o Pai Natal.

Nas minhas paragens era o S. Nicolau.

Este transportava os brinquedos.

Lá nos países distantes, de trenó.

Era esta a nossa percepção.

Aqui, entre nós, era o Menino Jesus que dava.

Ele vinha pô-las debaixo da almofada durante a noite.

A pobre mãe,  entrava no quarto e...

lá as colocava .

De manhã cedinho e...

mal acordávamos, lá estava a prendinha.

Estonteadas de sono,

pegava muito bem,

o Menino Jesus, havia deixado.

Vejam só!

Que difereeeeeeença!!!

Dormíamos felizes!

Não havia stresses!

Havia sim, muiiiiita paz!

Como tudo mudou!

Não havia preocupação em esconder.

Era tudo coisa pouca.

Em qualquer lugar se desviava dos olhares.

Ficávamos indiferentes à realidade.

Só mais tarde, pude compreender.

Porque tantos tinham presentes maiores que o meu.

O meu, sim.

Porque era só um.

Aí aceitei muito bem.

Percebi que mesmo assim, era bom.

Era sempre o Menino que dava dinheiro,

para que comprassem as prendas.

Como dizia no início, dá-me saudades.

Não da miséria, mas do valor que se dava às coisas.

Da paz e segurança que se sentia.

Das visitas familiares, sem bombons a abarrotar.

Mas de gostosos rebuçados caseiros,

embrulhados em papel de seda.

E...

ao sabor desta doçura,

acordo desta viagem ao passado e...

sinceramente...

dá-me saudades, muiiitas saudades.

Hoje neste abrupto calcorrear do dia a dia...

hoje nesta lufa lufa do ter...

toda a gente?!

muita gente?!

pouca gente?!

não sei...

sentirão o mesmo?!!!

manomero 2010 01 06

publicado por emcontratempo às 16:49

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