O desafio dos nossos dias...

11
Out 09

Com a morte de cada homem termina um universo cultural
especifico, mais ou menos rico mas sempre original e irrepetivel.
O que o homem deixa quando morre - os seus escritos, os
objectos culturais que criou, a memória da sua palavra, dos seus
gestos ou do seu sorriso naqueles que com ele viveram, os filhos
que gerou - tudo exprime uma realidade que está para além do
corpo fisico, de um certo corpo fisico que esse homem usou para
viver o seu limitado tempo pessoal de ser homem.
 

in "viver, envelhecer e morrer com dignidade"

Daniel Serrão

 

publicado por emcontratempo às 00:15

04
Nov 08

 E eu lavada em lágrimas...

 lagrimas

da net 

-Que fazes ai criança,

sentada nesse penedo?!

-Quero ir ao cemitério,aaã aaã,

mas sózinha tenho medo.

 

-Que queres tu ir lá fazer,

se tu lá no vês ninguém?!

-Quero is beijar a campa, aaã,aaã,

a campa da minha mãe.

 

-Então tua mãe morreu,

sendo tu tão pequenina?!

-E morreu meu pai também, aaã, aaã,

enterrado numa mina.

 

Então com quem vives tu,

se já não tens pai nem mãe?!

-Eu vivo com meu irmão, aaã, aaã,

visto não ter mais ninguém.

 

-Então tu queres ir comigo,

que eu por ti velarei?!

bem haja minha senhora, aaã, aaã,

meu futuro encontrarei.

 

Estes versos decorei-os depois de os ter ouvido num teatro no Valverde, ainda em criança.

Desconheço o seu autor ou autores.

Sei que por esses anos íamos ao Valverde a pé ver o teatro que normalmente vinha de trás da Ilha, Piedade, ou Ribeirinha, não sei precisar.

Entre outros ficaram-se-me na memória estes versos que é de chorar até o coração se partir.

publicado por emcontratempo às 00:59

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