O desafio dos nossos dias...

11
Dez 13

 

 
"Havia milhares de estrelinhas no céu.Estrelas de todas as cores:brancas, prateadas, verdes, douradas,vermelhas e azuis.
Um dia, elas procuraram a Deus e disseram-Lhe:
- Senhor, gostaríamos de viver na terra entre os Homens.
- Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer para a terra.
Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas aninharam-se nas torres das igrejas, outras ficaram brincando de correr com os vaga-lumes nos campos; outras misturaram-se aos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passado o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.
- Porque voltaram? Perguntou Deus, à medida que elas chegaram ao céu. - Senhor, não foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça, muita fome e egoísmo... E o Senhor disse-lhes: - Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o Lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre. Nada é perfeito. O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.
Depois de chegarem todas as estrelas e conferindo o número, Deus falou de novo:
- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?!
-Não Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que o lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limites, onde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.
- Mas que estrela é esta? Voltou Deus a perguntar.
- É a ESPERANÇA, Senhor, A ESTRELA VERDE. A única estrela dessa cor.
E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa. Porque o único sentimento é próprio da pessoa humana, próprio daquele que erra daquele que é perfeito, daquele que não sabe como será o futuro.
Receba neste momento esta "estrelinha" em seu coração, sua estrela verde.
Não deixe que ela fuja e nem se apague. Tenha certeza que iluminará seu caminho...
Seja positivo!
Nunca perca a estrela da esperança."
da net
publicado por emcontratempo às 18:25

16
Jan 13

 

"Certa manhã o meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque.
Deteve-se subitamente numa clareira e perguntou-me:
- Além dos pássaros, ouves mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos e respondi:
Estou a ouvir o barulho de uma carroça.
- Isso mesmo, disse o meu pai, de uma carroça vazia.
Perguntei-lhe:
- Como sabe que está vazia, se ainda a não vimos?
- Ora, é fácil! Quanto mais vazia está a carroça, maior é o barulho que faz.
Cresci e hoje, já adulto, quando vejo uma pessoa a falar demais, aos gritos, tratando o próximo com absoluta falta de respeito, prepotente, interrompendo toda a gente, a querer demonstrar que só ele é dono da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer:
- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!"

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publicado por emcontratempo às 15:51
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10
Out 11

 

Por aqui, na minha aldeia, passava de vez em quando, um velhinho de São Jorge de apelido Tio Sabino.
 
Pobre velhote, por certo inofensivo vinha sempre descalço e com um saco de serapilheira às costas.
 
Então quando éramos pequenas, e não queríamos comer:
- Olha que aí vem o velho do saco, replicava a avó, replicava a mãe.
 
Ou então se era para dormir as mães e avós ameaçavam o nosso infantil medo com o "velho do saco",
história por certo já antiga, que fora por elas personalizada no Tio Sabino.
 
Ao que ficávamos quietinhas, mesmo que sem dormir, até que o sono viésse.
 
Pois que ele não percebendo o barulho, passásse sempre.
 
Contávam, que ele nos punha dentro do saco e levava consigo, para onde não sei.
 
Ele, o tal velhinho, até era simpático.
 
Nós é que não queríamos lá muito contacto com ele, pois amedrontava-nos.
 
Sabendo que ele existia de verdade, é que tudo piorava.
 
Não era nenhum conto da mãe ou da avó, para nos aquietármos e dormirmos, era mesmo verdade, pois até já o havíamos visto.
 
Pois este velho era um papão para mim e para toda a rapaziada pequena da minha aldeia.
 
Quantas vezes tive que comer toda a sopa, sossegar e dormir debaixo daquele medo, para que ele não me levásse.  
 
Então se era de noite, vislumbrávamos o dito velhote a cada canto.
 
Assustádos aquietávamo-nos.
 
O sono chegava.
 
Afinal, de barriguitas cheias de sopa, era mais que natural que o sono batesse à porta.
 
E mesmo com a algazarra que fazíamos o sono vinha.
 
Mais não fora o susto do velho, para ali ficávamos inertes até de madrugada.

19
Mar 09

 

 

 

Filhos, olhai carinhosamente pelos vossos Pais, um dia sereis Pais e ides ver, sentir o sofrimento da solidão, como paga de todo o bem que fizestes, pensai nisto:

 

Há muito tempo num país distante, um homem, vendo que seu pai já era velho e não podia trabalhar, resolveu livrar-se dele.

Assim, num certo dia de Inverno, pegou numa manta e numa broa e convidou o pai a acompanhá-lo até ao cimo de um monte.

Chegado lá, o filho disse ao pai que não o podia alimentar e que, por isso, ali o deixava.

o pai de lágrimas nos olhos, pela tristeza de se ver assim tratado pelo filho, ainda teve forças para lhe perguntar:

- Filho, não trazes, por acaso, uma faca?

- Para que a quer, meu pai?

- Olha, filho, lembrei-me de cortar esta manta e esta broa ao meio para que leves uma parte para casa.

- Para quê pai? - perguntou o filho, intrigado com a atitude do velho.

- É para o teu filho te dar quando fores velho como eu e já não puderes trabalhar...

O filho olhou o pai e, compreendendo a lição que este lhe dera, chorou de arrependimento e trouxe-o de novo para casa, onde o tratou com carinho até à hora da sua morte.

 

(uma história antiga da qual pudemos e devemos tirar as devidas ilações).

 

E já agora o velho ditado:

"Filho és e pai serás assim como vês, assim farás"

 

 

publicado por emcontratempo às 15:10

26
Set 08

    A sementinha caíu à terra,

    empurrada pelo vento.

    Veio a chuva,

    a sementinha

    bebeu...bebeu...

    Muito gordinha,

    deitou dois braços,

    um para a terra,

    outro para o céu.

    E cresceu, cresceu...

    Criou raízes,

    desenvolveu...

    Veio a Primavera.

    Um belo caule,

    partiu céu acima, e ...

    eis que uma bela espiga,

    verdinha, brotou.

    E a sementinha corou.

    Enquanto a espiguinha

    amadureceu.

    Soltou-se ao sol.

    Baloiçou ao vento.

    E muitas sementinhas

    a espiguinha criou,

    e ao sol do Verão

    muito bem as tratou.

    A sua luz e calor

    todo o dia tomou

    e eis que no Outono,

    muito dourada ficou

    a espiga,

    filha da sementinha

    que já tombou,

    no ciclo da vida

    que o Senhor criou

    e na rota minha

    também o tempo passou.

    E, como a sementinha,

    com esta me vou.

    Deixando três espigas

    que o Céu me doou

    entregues ao tempo

    que tudo criou.

            by peregrina 2004 11 08

 

publicado por emcontratempo às 16:44
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