O desafio dos nossos dias...

16
Jan 18

Sou uma pobre enjeitada,

não conheço pai nem mãe.

Desde o berço abandonada,

todos me olham com desdém.

 

Mas no entanto eu não creio

que minha mãe fôsse má.

Se ela me trouxe no seio,

sabe Deus com qual anseio,

ela por mim chorará.

 

Trá-lá-rá , trá-lá-rá.

talvez fôsse um criminoso

quem assim me abandonou...

 

(versos que decorei de um Teatro da Ribeirinha ou Piedade do Pico, há muitos anos, mas não os sei todos. Não me lembro do resto)

 

 

publicado por emcontratempo às 13:18

30
Ago 17

 

Velhinho de olhar cansado,

Semblante tosnado dos anos,

Olhas e ficas pasmado,

baralhado com tanta coisa,

tantos desenganos...

 

Cheio de frio, cheio de fome,

Lá vens tu, sózinho.

sem protecção e sem carinho,

triste esgueiras o olhar

sentado na beira da parede caída,

pelo tempo, pelos anos,

como tu, oh bondoso velhinho.

 

Entristece-te a forma de vida,

de querer ser, sem ser nada,

sem ao trabalho se dar guarida,

como percorrer como tu a estrada,

caminhante, nesta vida.

 

Há quem para ti nem volte o olhar

porque vive o presente

não sabe que em velho irá parar,

fica de ti, distante... ausente...

e tu, acabrunhado pela vida...

fitando-o tristemente...

 

Também foste criança, foste jovem

foste homem forte e trabalhador

Lutaste na vida com amor...

Hoje, alquebrado e cansado,

teu olhar procura o carinho,

que na tua mocidade, também

distribuías a outro velhinho.

 

e assim percorre a vida...

a criança d'outrora... hoje amadurecida...

peregrina 2017.08.30

 

 

 

 

 

publicado por emcontratempo às 12:38

03
Set 11

 

"Aprende a ser filho para saberes ser pai."


01
Jun 11

 

"Filho mimado, filho estragado."


da net

publicado por emcontratempo às 10:21

01
Jun 10

 

 

 

 

Na grande família que é a Igreja Católica... as crianças são os filhos mais queridos.

João Paulo II

publicado por emcontratempo às 10:23

19
Dez 09

 

 

Olhai

Jovens-velhos como eu!

Aquelas crianças rotas

que caminham de mãos dadas

magoando os pés no saibro das estradas:

são dois irmãozinhos de três anos...

 

- Não vedes nada?

 

- Eu vejo a castidade mais pura,

a simplicidade e a ternura...

 

E vejo a Deus!

 

(da compilação extraviada do livro em "preparação": "Da vida para o mundo", prefaciado por Almeida Firmínio)

 

publicado por emcontratempo às 12:31

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