O desafio dos nossos dias...

09
Out 12

 

"Agora e Sempre"

 

Vai-se, a pouco, esgarçando o nevoeiro,

que adensava a maldade sobre a terra:

- Crimes, traições, sanguinolentas guerras,

destroços fumegantes de braseiro.

 

Varrem-se campos, onde o horror cimeiro

desvendou a vitória - quanto encerra

satânico raivor, que nada emperra

no humano coração, sem Deus luzeiro.

 

Vingança? - Nada vale. - O novo crime,

o pranto enxugará da nova dor?

Antes perdão que salva e que redime.

 

Nova lei, Mundo Novo, anda o Inferno

gritando às multidões. E, Vós Senhor,

do Sinai repetis: - Eu sou o Eterno

 

Ilha da Madeira, 1945

 

Padre António da Silva Figueira

(mais um poema tirado de um almanaque já muito velhinho que me deram)

publicado por emcontratempo às 12:27

Setembro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
12
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO