O desafio dos nossos dias...

31
Jan 11

 

 Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiram fazer uma visita a um velho professor da faculdade, agora reformado.
 
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho.
 
O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente.
Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas.
Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade.Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes-
 
Reparem como todos escolheram as chávenas mais bonitas e dispendiosas,deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress.
A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente.
Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
 
- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas.
Estas são apenas meios de conter e servir a vida.
A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida.
Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu.
As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm.
Vivei com simplicidade.
Amai generosamente.
Ajudai-vos uns aos outros com empenho.
Falai com gentileza.
E apreciai o vosso chocolate quente."
enviado por mail
publicado por emcontratempo às 11:29

24
Out 09

 

 

Em tempos, era aqui que se mudava de calçado para ir para a missa ou para a festa.

Explicando melhor, as mulheres é que se davam a esse trabalho.

Como viviam longe e o caminho era de terra batida, estragava mais o calçado.

A necessidade exigia poupanças porque tudo era caro e os ganhos poucos.

Traziam calçado mais velho para que o novo durasse mais.

Era então aqui, detrás do portão do tio Leal que faziam as trocas.

Calçava-se as meias e sapatos melhores.

Os outros, ficavam por ali, num canto ou então presos nos bicos do portão.

Até que viessem da missa e fôssem novamente trocá-los.

Assim acontecia, em tempos idos.

Hoje, pode parecer estranho, mas naquela época era normal.

Coisas de antanho que convém anotar.

É que hoje, não há a noção do valor dos gastos.

Há muito boa gente que gasta e gasta porque não doeu a ganhar.

Essa gente nunca saberá poupar.

E o que vier a adquirir nunca terá o sabor daquilo que se adquiria.

Pois tudo o que se tinha era muito suado, assim dizia meu pai.

Queria então dizer "trabalho muito, para ter pouco".

Tempos difíceis que hoje poucos sabem avaliar.

peregrina 2009.10.24

publicado por emcontratempo às 22:38

19
Mar 09

 

 

 

Filhos, olhai carinhosamente pelos vossos Pais, um dia sereis Pais e ides ver, sentir o sofrimento da solidão, como paga de todo o bem que fizestes, pensai nisto:

 

Há muito tempo num país distante, um homem, vendo que seu pai já era velho e não podia trabalhar, resolveu livrar-se dele.

Assim, num certo dia de Inverno, pegou numa manta e numa broa e convidou o pai a acompanhá-lo até ao cimo de um monte.

Chegado lá, o filho disse ao pai que não o podia alimentar e que, por isso, ali o deixava.

o pai de lágrimas nos olhos, pela tristeza de se ver assim tratado pelo filho, ainda teve forças para lhe perguntar:

- Filho, não trazes, por acaso, uma faca?

- Para que a quer, meu pai?

- Olha, filho, lembrei-me de cortar esta manta e esta broa ao meio para que leves uma parte para casa.

- Para quê pai? - perguntou o filho, intrigado com a atitude do velho.

- É para o teu filho te dar quando fores velho como eu e já não puderes trabalhar...

O filho olhou o pai e, compreendendo a lição que este lhe dera, chorou de arrependimento e trouxe-o de novo para casa, onde o tratou com carinho até à hora da sua morte.

 

(uma história antiga da qual pudemos e devemos tirar as devidas ilações).

 

E já agora o velho ditado:

"Filho és e pai serás assim como vês, assim farás"

 

 

publicado por emcontratempo às 15:10

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