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(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

(Em)contratempo

O desafio dos nossos dias...

...o dia que perceber que estou ficando velha...

22.08.18, emcontratempo
"Carta de uma mãe para uma filha   “Minha querida, o dia que você perceber que eu estou ficando velha, peço por favor, seja paciente e mas acima de tudo, tente entender o que estou passando.Se quando conversamos eu repito a mesma coisa mil vezes, não interrompa para dizer: “você já disse a mesma coisa um minuto atrás” … Basta ouvir, por favor, tente se lembrar dos momentos em que você era pequena e eu lia para você a mesma (...)

Ooooh loiça de baaaaaaarro!

18.09.12, emcontratempo
  Em 1289 fabricaram a primeira louça de barro.   Mas para mim, existiu desde o dia em que ouvi este pregão... Quando era pequena, passava lá na minha aldeia, um vendedor de loiça de barro. O homenzinho, tinha um falar pesado e fechado. Lembro-me sempre daquele pregão: Oh loiça de baaaaarro... e eu tinha medo daquele pregão. lembrava-me um papão velho, que os meus me cantavam, para eu comer todas as papas ou toda a sopa. Certo dia, eis-me na "horta de fora", como (...)

A pastorinha!

25.10.11, emcontratempo
    Sou uma pobre pastora, rezo sempre a Maria no meio do meu rebanho, sou o sol de cada dia..   Com os meus cordeirinhos, eu aprendi a saltar. Sou alegria da serra e passo o dia a cantar.   Subo montes, desço vales, subo e desço colinas, para dar ao meu rebanho as mais tenras das ervinhas.   As duas primeiras quadras, lembro-me de minha mãe cantar. Não sabia de quem era. Há poucos anos vi que eram quadras que os Pastorinhos cantavam. A terceira quadra fi-la (...)

O velho do saco

10.10.11, emcontratempo
  Por aqui, na minha aldeia, passava de vez em quando, um velhinho de São Jorge de apelido Tio Sabino.   Pobre velhote, por certo inofensivo vinha sempre descalço e com um saco de serapilheira às costas.   Então quando éramos pequenas, e não queríamos comer: - Olha que aí vem o velho do saco, replicava a avó, replicava a mãe.   Ou então se era para dormir as mães e avós ameaçavam o nosso infantil medo com o "velho do saco", história por certo já antiga, que fora por (...)

Recordando a infância

04.04.11, emcontratempo
    Sabes, tenho saudades!!! Sim, muitas saudades!   Lembras-te, quando desbravas-te aquele mato?! e fizeste a vinha, sim, a vinha que cultivo hoje.   E lembras-te, daquela laranja?! Sim, aquela que (d)escascavas para mim?! Lembras-te.   Tu punha-la numa tigela, ao bocadinhos, e juntavas-lhe o adoçante, o açúcar.   Depois, comia-a, com bolo sentada no chão, junto de ti.   Tu, sempre diligente, cheio de paciência e vontade, continuavas o teu trabalho. (...)

Enjeitada

21.11.10, emcontratempo
  Sou uma pobre enjeitada, não conheço pai nem mãe, desde o berço abandonada todos me olham com desdém.   Mas no entanto eu não creio, que minha mãe fosse má, se ela me trouxe no seio, sabe Deus com qual anseio, ela por mim chorará.   trálárá trálárá trálárá   Talvez fosse um criminoso, quem assim me abandonou?!... ----+++--- Não me recordo agora, dos restantes versos, lembro-me de ouvir minha mãe cantá-los. É um drama triste da vida de muitas (...)

Brinquedos - carrinho de rolamentos

22.04.10, emcontratempo
  Lembro-me tão bem de meus primos terem estes carrinhos. No meu tempo não haviam muitos brinquedos. Faziam-nos os nossos pais e nós próprias. Mesmo assim, éramos felizes com os poucos que havia. É o caso deste carrinho, e outros... Hoje, as crianças estão abarrotadas de brinquedos. Brinquedos simples, bons brinquedos também. Brinquedos que não educam nada. Outros mesmo, muito sofisticados para meu gosto. Brinquedos de todo o talho e feitio. " (...)

amizades, amizades?!...

22.02.10, emcontratempo
  A sociedade está cheia de amizades que só são feitas conforme os interesses, as ilações que dai se possam tirar. Quantas vezes se pensa que se tem uma amizade e lá levamos a punhalada pelas costas. É pena que as pessoas, certas pessoas, não sejam capazes de um gesto de carinho, ou amizade, sem ter sempre por detrás outra intenção. Quanto mais penso nisto, mais caio em mim. Vejo que afinal o "mundo" em que eu pensava estar , é outro, bem mais corroído, pela ambição (...)