O desafio dos nossos dias...

19
Jan 11

 

Não passes com ela à minha rua

 

No fim de tantos anos de ser tua,

amas-te outra, casas-te foste ingrato.

Vi-te passar com ela à minha rua,

abracei-me a chorar, ao teu retrato.

 

Podia-te insultar quando te vi,

ferida neste amor sopremo e farto,

vinguei-me a chorar, choro por ti,

por entre as persianas do meu quarto.

 

Mas olha, meu amor, eu não me importo,

antes de seres dela, eu já fui tua.

Podes passar sózinho à minha porta,

mas não passes com ela à minha rua.

 

Fui tua companheira muitos anos,

mas isso pouco importa, isso que tem.

Se o mundo é feito é só de enganos,

o mal anda no mundo a rir-se do bem.

 

Não penses, não meu amor,

é tarde para ganhar o que perdi.

Não te posso abraçar porque és casado,

abraço-me ao teu retrato e penso em ti.

 

Não penses, não penses, meu amor

esquece-te  de mim que é o bastante.

Já que não servi para ser tua mulher,

também não hei-de ser a tua amante.

 

Fui tua companheira dedicada,

no entanto, meu amor, vê como eu sou,

sei bem quanto custa a ser roubada,

não quero roubar quem me roubou.

 

Não voltes, não voltes, meu amor,

Esquece-te de mim que é o bastante.

tens a tua mulher, tens o teu lar,

que vale muito mais que uma amante.

 

Casaste, serás feliz, Deus te proteja,

só te desejo amor e tanto assim,

nunca tive ciúme, nem inveja,

como a tua mulher teve de mim.

 

Não voltes, não voltes por favor

Casaste-te, obrigaram-te a casar.

se a tanto te obrigaram, meu amor,

agora que te obriguem a gostar.

 

(Versos que minha mãe cantava, no tempo dela.

São versos da autoria de Carlos Conde.

No entanto foram feitas algumas alterações.

Adaptadas a teatro amador que foi feito nas Sete Cidades.)

publicado por emcontratempo às 10:59

12
Jan 11

 

 

 

"Ninguém é infeliz, enquanto tiver uma grande ideia na cabeça e um alto sentimento no coração".

desconheço autor

publicado por emcontratempo às 16:30

21
Nov 10

 

Sou uma pobre enjeitada,

não conheço pai nem mãe,

desde o berço abandonada

todos me olham com desdém.

 

Mas no entanto eu não creio,

que minha mãe fosse má,

se ela me trouxe no seio,

sabe Deus com qual anseio,

ela por mim chorará.

 

trálárá trálárá trálárá

 

Talvez fosse um criminoso,

quem assim me abandonou?!...

----+++---

Não me recordo agora, dos restantes versos,

lembro-me de ouvir minha mãe cantá-los.

É um drama triste da vida de muitas crianças

que tristemente vem para este mundo,

sem terem oportunidade de viver saudávelmente...

publicado por emcontratempo às 05:36

09
Ago 10

 

"Nunca se é tão feliz nem tão infeliz como se imagina sê-lo".

R.

publicado por emcontratempo às 00:31

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