O desafio dos nossos dias...

11
Abr 18

pelo sinal vou-me deitar
da santa cruz nem vejo lume nem luz
livre-nos deus louvamos a deus
nosso senhor com muito louvor
e dos nossos  vale mais a carne que os ossos
inemigos um chapéu de figos
em nome do padre estes me cabe
e do filho este comigo
e do espirito santo antes que fique em branco
Era uma velha que tinha um gato
E debaixo da cama o tinha.
O gato miava e a velha dizia:
Mal haja o teu miar
Que não me deixa dormir
Nem tão pouco descansar.
.Era uma velha que tinha um cão
E debaixo da cama o tinha.
O cão ladrava, o gato miava
E a velha dizia:
Mal haja o teu ladrar e o teu miar
Que não me deixam dormir
Nem tão pouco descansar.
Era uma velha que tinha um galo
E debaixo da cama o tinha.
O galo cantava, o cão ladrava,
O gato miava e a velha dizia:
Mal haja o teu cantar,
O teu ladrar e o teu miar
Que não me deixam dormir
Nem tão pouco descansar.
Era uma velha que tinha um porco
E debaixo da cama o tinha.
O porco roncava, o galo cantava,
O cão ladrava, o gato miava
E a velha dizia:
Mal haja o teu roncar, o teu cantar,
O teu ladrar e o teu miar
Que não me deixam dormir
Nem tão pouco descansar.
Era uma velha que tinha um burro
E debaixo da cama o tinha.
O burro rinchava, o porco roncava,
O galo cantava, o cão ladrava,
O gato miava e a velha dizia:
Mal haja o teu rinchar,
O teu roncar, o teu cantar,
O teu ladrar e o teu miar
Que não me deixam dormir
Nem tão pouco descansar.
Era uma velha que tinha um boi
E debaixo da cama o tinha.
O boi berrava, o burro rinchava,
O porco roncava, o galo cantava,
O cão ladrava, o gato miava
E a velha dizia:
Mal haja o teu berrar, o teu rinchar,
O teu roncar, o teu cantar,
O teu ladrar e o teu miar
Que não me deixam dormir
Nem tão pouco descansar.
A velha viu-se obrigada então
A tomar uma decisão:
Mata o boi, mata o burro,
Mata o porco, mata o galo,
Mata o cão, mata o gato,
E satisfeita dizia:
Acabou-se o teu berrar,
Acabou-se o teu rinchar,
Acabou-se o teu roncar,
Acabou-se o teu cantar,
Acabou-se o teu ladrar,
Acabou-se o teu miar,
Agora posso dormir,
Também posso descansar.

in Friães, a nossa aldeia - net

publicado por emcontratempo às 16:54

30
Nov 09

 

 

O pobre e o rico são 2 pessoas.

O soldado defende os dois.

O contribuinte para para os três.

O trabalhador trabalha para os quatro.

O vadio come dos cinco.

O usurário vigariza os seis.

O advogado defende os sete.

O bêbado ri-se dos oito.

O confessor absolve os nove.

O médico mata os dez.

O cangalheiro enterra os onze

... e a caixa de Previdência fica com o dinheiro dos doze.

publicado por emcontratempo às 01:45

23
Out 08

 

 

         Sopram as faias,

         aqui ao lado,

         no mato que cresce,

         emaranhado.

         É um sussurro

         quando amanhece.

         Um frio!

         Uma aragem!

         É o bater da folhagem!

         Por cima de nós

         num banho de azul,

         nuvens,

         bordando o céu

         entre o seu bailado,

         e a lua esquecida

         se fica,

         a ver se o sol...

         Estará acordado?!

         -pergunta-se ela-

         enternecida me fico

         encostada à janela.

         E eis que o sol nasce,

         fica enamorado.

         Envergonhada a lua,

         foge para o lado.

         Esconde-se na nuvem,

         n'outro espaço,

         n'outro céu...

         e fico-me pensando...

         fico na janela...

         ...

         que louca sou eu?!...

         ...melhor reparando

         Deus está brincando

         com aquilo que é Seu.

         Entre Terra e Céu!...

                              peregrina

publicado por emcontratempo às 09:19

30
Ago 08

 

    Quando era pequena, ouvia e dizia esta lengalenga:

 

    Santa estia, estiai!

    Santa Clara, clareai!

    Santo António mandai sol,

    p'ra enxugar o meu lençol!

 

    Hoje bem que preciso fazer outra bem diferente:

 

    Santa chuva, chuvei!

    Oh nuvem escurecei!

    Senhora das águas mandai!

    De água os campos saciai!

 

    Outrora, outrora era assim, faziam-se procissões a pedir chuva.

    Uma era até à Ermida da Senhora da Conceição ao Valverde.

    A outra para os Toledos à Ermida da Senhora da Estrela.

    Rezava-se  o Terço .

 

    Hoje, hoje é assim.

 

    E não há maneira de chover!

    E não chove!

    E vai daí cai um chuvisco.

    Isto foi só para vir o sol e queimar mais ainda!

    E não chove!

    Vai daí que chove um chuveiro.

    Há isto era preciso chover assim uns dias para alagar.

    E não chove!

    Será que ...

    ... alguém agradeceu o chuvisco,

    o chuveiro?!

    Ou melhor. alguém pediu chuva?!

 

    Também quando era pequena ouvia dizer:

 

    "Quem não pede Deus não ouve!"

                                 peregrina

publicado por emcontratempo às 13:26

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