O desafio dos nossos dias...

10
Mai 11
"Para meditar um pouco...
Apenas mais uma história,... contudo a realidade de muitos de nós... 
 

 

 

Só 15,00 ¤

Um homem chegou a casa tarde, vindo do trabalho, cansado e irritado, e encontrou o seu filho de 5 anos esperando por ele na porta de casa.

Pai, posso fazer-lhe uma pergunta?

O que é? Respondeu o homem.

Pai, quanto é que você ganha por hora?

 
 

Isso não é da tua conta. Porque é que estás perguntando uma coisa dessas?

Respondeu o Pai  em tom agressivo.

Eu só quero saber. Por favor, diga-me quanto é que o pai ganha numa hora?

"Se queres saber, eu ganho 15,00 ¤ por hora."

Ah..." o menino respondeu, com a sua cabeça para baixo.

Pai, pode-me emprestar 7,50 ¤?

O pai ficou furioso, "Essa é a única razão pela qual me perguntaste isso? Pensas que é assim que podes conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou alguma outra coisa? Vai para o teu quarto e deita-te. Pensa sobre o quanto estás sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para tais infantilidades.

O menino foi calado para o seu quarto e fechou a porta.

O Pai sentou-se e começou a ficar ainda mais nervoso sobre as questões do filho. Como ele ousa fazer tais perguntas só para conseguir algum dinheiro?

Após cerca de uma hora, o homem tinha-se acalmado e começou a pensar:

Talvez houvesse algo que o filho realmente precisava comprar com esses 7,50 ¤ e ele realmente não pedia dinheiro com muita frequência. O homem foi para a porta do quarto do filho e abriu a porta.

Estás a dormir, meu filho, perguntou.

Não pai, estou acordado, respondeu o filho ..

Eu estive a pensar, talvez eu tenha sido muito duro contigo à pouco, afirmou o Pai. "Tive um longo dia e acabei descarregando sobre ti. Aqui estão os 7,50 ¤ que me pediste. "

O menino levantou-se sorrindo. "Oh, pai obrigado, gritou. Então, procurando por baixo do seu travesseiro, rebuscou alguns trocados amassados.

O Pai viu que o menino já tinha algum dinheiro, e começou a enfurecer-se novamente.

O menino lentamente contou o seu dinheiro , e em seguida olhou para o  pai..

Por é que queres mais dinheiro se já tinhas algum? Gritou o pai.

Porque eu ainda não tinha o suficiente, mas agora já tenho, respondeu o menino.

" Pai, eu agora tenho 15,00 ¤. Posso comprar uma hora do teu tempo? Por favor, chega mais cedo amanhã a casa. Eu gostaria de jantar contigo."

O pai ficou destroçado. Colocou os seus braços em torno do filho, e pediu-lhe desculpa.

É apenas uma pequena lembrança a todos vocês que trabalham arduamente na vida. Não devemos deixar escorregar através dos nossos dedos o tempo sem ter passado algum desse tempo com aqueles que realmente são importantes para nós, os que estão perto do nosso coração. Não te esqueças de compartilhar esses 15,00 ¤ do valor do teu tempo, com alguém que gostas/amas.

Se morrermos amanhã, a empresa para a qual estamos trabalhando, poderá facilmente substituir-nos em uma questão de horas. Mas a família e amigos que deixamos para trás irão sentir essa perda para o resto de suas  vidas...

Se tiveres tempo, envia para alguém que gostes
  !!!

 
recebido por mail

 

publicado por emcontratempo às 16:34

04
Abr 11

 

 

Sabes,

tenho saudades!!!

Sim,

muitas saudades!

 

Lembras-te,

quando desbravas-te aquele mato?!

e fizeste a vinha,

sim, a vinha que cultivo hoje.

 

E lembras-te,

daquela laranja?!

Sim,

aquela que (d)escascavas para mim?!

Lembras-te.

 

Tu punha-la numa tigela,

ao bocadinhos,

e juntavas-lhe o adoçante,

o açúcar.

 

Depois,

comia-a, com bolo

sentada no chão,

junto de ti.

 

Tu, sempre diligente,

cheio de paciência

e vontade, continuavas

o teu trabalho.

 

Vi-te colocar todo o estuque

no quarto de jantar,

sabes,

na parede da prateleira do relógio.

 

Ah, e lembras-te,

de me sentares na vinha,

sobre uma cepa,

a ver-te trabalhar.

 

E dizias:

és a minha companhia!

Fica aqui quietinha

enquanto o pai vai  despejar o cesto.

 

E ias continuando,

ora aqui, ora ali,

juntando pedra.

Retocando as paredes,

completando os abrigos.

 

Era uma vinha perdida,

que então era o teu quintal,

e que aos poucos,

diligente, foste trabalhando.

 

Lembras-te,

de entre essas pedras,

fazeres as hortas,

sabes, "a de fora", junto ao caminho.

 

E "a detrás de casa",

como dizias,

essa vi-te fazê-la,

como também vi, acabares o maroiço.

 

E mais...

 

Lembras-te

quando me sentavas no joelho,

de(s)bulhavas a maçaroca assada

e metias na minha boca.

 

E daquela boneca,

sabes,

era do tamanho de um dedo.

mas era a única que eu tinha.

 

Não me lembro quem deu.

Só sei que por muito tempo,

foi  só essa,

o brinquedo que recordo.

 

Tinha eu três anos,

lembras-te,

a mãe foi para o Faial,

com a mana para o hospital.

 

Fiquei só contigo.

Em casa da avó Aniquinhas.

Aqui não me recordo bem,

talvez ias trabalhar.

 

Passava o dia com a avó,

brincava com a Maria Alice,

da Tia Zulmira.

No cantinho do tanque d'avó,

fazia uma casinha.

Era aí o lugarinho de brincar.

 

Brincava, brincava,

a felicidade pairava,

pairava a inocência,

o mundo era belo.

Não havia nostalgia.

era tudo, tudo felicidade

era tudo, tudo alegria.

 

Agora fica a doce saudade.

Pai, agora fica a recordação.

agora fica a vontade,

pai, querido pai...

de abraçar-te,

agora. A saudade  é morta

nesta doce recordação.

Beijinhos, pai!!!

Beijinhos para a eternidade

hoje, no dia que farias,

se fosses vivo, 86 anos.

 

Obrigado por tudo ,

tudo o que me ensinaste,

por tudo o que me deste,

por tudo, tudo, pai.

publicado por emcontratempo às 11:46

24
Jan 11

 

Não podemos ser pais ou mães de almas senão pregados na cruz.

Ch. Lubich

publicado por emcontratempo às 11:48

19
Mar 10

 

 

Onde estão as tuas mãos

calejadas e franzinas,

mas que tinham toda a força,

toda a força do mundo,

para nos sustentar,

para nos proteger.

Todo o carinho,

para nos afagar e...

toda a resignação

para nos aturar.

Onde está o teu olhar,

sereno e confiante.

Onde estão os teus pés,

que trilhavam caminhos

palmilhados de sol a sol,

tirando do pó da terra,

escondida entre cascalhos

o nosso sustento.

Oh pai, onde estás?

Onde está todo o alento,

todo o afecto que me davas?

Onde estão, os conselhos,

a firmeza, a opinião?!

Sabes pai, está tudo, tudo,

guardado em meu coração!

publicado por emcontratempo às 10:59
tags: ,

 

 

Em honra ao meu pai, que o Senhor lá tem.

 

Sinto falta das tuas mãos,

franzinas, afáveis, serenas,

sempre dispostas ao trabalho,

em situações pouco amenas.

 

Sinto falta dos teus braços,

cansados de puxar a enxada,

com ela podias tudo,

hoje ninguém pode nada.

 

Sinto falta das tuas pernas

para comigo caminhar,

quando íamos ainda cedo,

aos lajidos trabalhar.

 

Íamos apanhar figos,

saborosos para comer,

escolhias sempre um cesto,

que a mãe ía vender.

 

Sinto falta da alegria,

eras tão bom para nós.

Trabalhavas mais que podias

e nunca nos deixavas sós.

 

Sinto falta... pai, a tua ausência,

a todos nós retirou

a doce e meiga inocência

que sempre connosco habitou.

manomero

 

TERÇO DE SÃO JOSÉ

imagem da net

 

Senhor São José, para os pais de hoje, há acontecimentos desconcertantes em relação aos filhos, e para com os filhos.

Acontecimentos que não compreendemos, não aceitamos logo à primeira, pois mexe muito com a maneira que fomos educados.

Bondoso São José, ajuda-nos a ultrapassar esta etapa, de modo que consigamos ser luz pelos nossos conselhos, ainda que limitados pelo tempo e pela idade.

São José, rogai por nós!

publicado por emcontratempo às 10:09
tags: ,

06
Jan 10

 

 

Navego na minha infância.

Encontro recordações que me alegram.

Fico cheia de saudades.

Naquele tempo em que havia "Menino Jesus".

Havia São Nicolau.

Eu, apenas o conhecia dos postais.

Pois vinham postais das Américas.

Não conhecia o Pai Natal.

Nas minhas paragens era o S. Nicolau.

Este transportava os brinquedos.

Lá nos países distantes, de trenó.

Era esta a nossa percepção.

Aqui, entre nós, era o Menino Jesus que dava.

Ele vinha pô-las debaixo da almofada durante a noite.

A pobre mãe,  entrava no quarto e...

lá as colocava .

De manhã cedinho e...

mal acordávamos, lá estava a prendinha.

Estonteadas de sono,

pegava muito bem,

o Menino Jesus, havia deixado.

Vejam só!

Que difereeeeeeença!!!

Dormíamos felizes!

Não havia stresses!

Havia sim, muiiiiita paz!

Como tudo mudou!

Não havia preocupação em esconder.

Era tudo coisa pouca.

Em qualquer lugar se desviava dos olhares.

Ficávamos indiferentes à realidade.

Só mais tarde, pude compreender.

Porque tantos tinham presentes maiores que o meu.

O meu, sim.

Porque era só um.

Aí aceitei muito bem.

Percebi que mesmo assim, era bom.

Era sempre o Menino que dava dinheiro,

para que comprassem as prendas.

Como dizia no início, dá-me saudades.

Não da miséria, mas do valor que se dava às coisas.

Da paz e segurança que se sentia.

Das visitas familiares, sem bombons a abarrotar.

Mas de gostosos rebuçados caseiros,

embrulhados em papel de seda.

E...

ao sabor desta doçura,

acordo desta viagem ao passado e...

sinceramente...

dá-me saudades, muiiitas saudades.

Hoje neste abrupto calcorrear do dia a dia...

hoje nesta lufa lufa do ter...

toda a gente?!

muita gente?!

pouca gente?!

não sei...

sentirão o mesmo?!!!

manomero 2010 01 06

publicado por emcontratempo às 16:49

19
Mar 09

 

 

 

Filhos, olhai carinhosamente pelos vossos Pais, um dia sereis Pais e ides ver, sentir o sofrimento da solidão, como paga de todo o bem que fizestes, pensai nisto:

 

Há muito tempo num país distante, um homem, vendo que seu pai já era velho e não podia trabalhar, resolveu livrar-se dele.

Assim, num certo dia de Inverno, pegou numa manta e numa broa e convidou o pai a acompanhá-lo até ao cimo de um monte.

Chegado lá, o filho disse ao pai que não o podia alimentar e que, por isso, ali o deixava.

o pai de lágrimas nos olhos, pela tristeza de se ver assim tratado pelo filho, ainda teve forças para lhe perguntar:

- Filho, não trazes, por acaso, uma faca?

- Para que a quer, meu pai?

- Olha, filho, lembrei-me de cortar esta manta e esta broa ao meio para que leves uma parte para casa.

- Para quê pai? - perguntou o filho, intrigado com a atitude do velho.

- É para o teu filho te dar quando fores velho como eu e já não puderes trabalhar...

O filho olhou o pai e, compreendendo a lição que este lhe dera, chorou de arrependimento e trouxe-o de novo para casa, onde o tratou com carinho até à hora da sua morte.

 

(uma história antiga da qual pudemos e devemos tirar as devidas ilações).

 

E já agora o velho ditado:

"Filho és e pai serás assim como vês, assim farás"

 

 

publicado por emcontratempo às 15:10

Outubro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO