O desafio dos nossos dias...

05
Set 17
E porque...

"Amar é metade daquilo

porque vale a pena viver.

e a outra metade é ser amado."

 

(in prometo perder de Pedro Chagas Freitas)

 

Amei...


 


Mesa posta! Não é a primeira vez, mas lembrei-me fazer registo...

muitas perderam-se no tempo...


2017.09.04

publicado por emcontratempo às 11:43

18
Set 12

 

 

 [espalamaca01.jpg]

 

 

 

[calheta01.jpg]

 

 

da net

publicado por emcontratempo às 12:56

 

 

... nunca mais se pode esquecer...

os registos são da saudade...

são de dor e tristeza...

do sofrimento por que passaste

e que tão cedo nos deixaste...

muito mais pobres porque lesadas da tua companhia.

nossos olhos percorrem o tempo,

que distâaaaaaaaaaaaaaaancia...

mas para nós parece sempre que foi ontem,

continuas sempre e sempre,

na nossa memória...

que saudaaaaaades...

Os registos são

da pureza e felicidade das nossas infâncias...

brincando juntas,

juntas dormindo a sesta,

enquanto,

nossas mães iam ao poço,

ou à lenha para virem fazer massa para casa,

ou à moagem, do sr Joaquim,

sabes...

ou ainda à erva das galinhas, colhida entre vinhas,

ou então à costa apanhar umas lapas para a ceia,

sabes que elas punham o xaile na janela,

para que dormíssemos,

pois o sol lá fora, espraiava-se nos céus...

era assim,

eram tão doces esses momentos...

mesmo na nossa santa pobreza...

que saudades, Fátima, que saudades...

Estavamos lá as três juntinhas.

Tu a Alda e eu,

às vezes era difícil começarmos a dormir,

mas, daí a bocado,

lá vinha ele habitar nossos olhitos inocentes...

e depois...

quando elas chegavam,

voltávamos a ir brincar para a vinha do Tio Caboz,

lembras-te...

era com testos de loiça partida,

conchinhas que encabávamos em galhitos de lenha,

eram as nossas colheres,

tudo dava para resolver um problema,

naquelas casitas entre os arbustos da erva de varredouro 

e de faias novas,

sim,

que seus ramos mais amadurecidos

eram cortados para os animais,

ou então para secarem para lenha.

nesse tempo era assim, por cá...

não haviam fogões a gaz

eram as grelhas ou então alguma chapa metida nos lares

ou ainda sobre os lares dois blocos de cimento,

e os fornos a lenha, alguns ainda todos no interior das cozinhas,

outros já como os nossos ,

apenas o lar cá dentro com sua grande chaminé,

assim já não havia tanto fumo,

como quando o forno ficava todo dentro da cozinha,

não havendo porém nenhuma chaminé.

Ainda me lembro do de casa do teu avô paterno,

Tio Manuel Rodrigues, entre outros.

mas... e continuando,

as nossas casitas de brincar,

todas bem divididas:

ora ali era a cozinha,

acolá a sala,

além os quartos de cama,

lindo!!!

Havia de tudo...

Onde nada havia...

Santa inocência...

Que saudades minhas irmãs.

Para ti aí no céu enviamos hoje,

hoje sim,

tu sabes hoje que dia é

daqui vai o nosso beijinho de parabéns.

Sabes, não sabes?!

Somos nós as tuas primas/irmãs,

de coração,

Beeeeeeeijiiiiiinho, Fátima!!!!!

publicado por emcontratempo às 09:27

 

Em 1289 fabricaram a primeira louça de barro.

 

Mas para mim, existiu desde o dia em que ouvi este pregão...

Quando era pequena, passava lá na minha aldeia, um vendedor de loiça de barro.

O homenzinho, tinha um falar pesado e fechado.

Lembro-me sempre daquele pregão:

Oh loiça de baaaaarro...

e eu tinha medo daquele pregão.

lembrava-me um papão velho,

que os meus me cantavam,

para eu comer todas as papas ou toda a sopa.

Certo dia, eis-me na "horta de fora", como assim chamávamos.

Havia ido por ordem de minha mãe apanhar alguns cachos de uva.

Sim é que havia junto de uma zona de rocha, uma parreira de uva isabel.

Começo a ouvir o tal pregão e, pernas para que te quero, já estava na cozinha.

Mas era no tempo das batatas e da fruta que o tal fulano vinha.

Então minha mãe resolveu comprar uma panela e não sei se mais qualquer coisa.

Pagou com batatas brancas, que o homem levava depois em carro que fretava para vir buscar.

Era assim, naquele tempo.

Ou trocava-se por batatas, por vinho ou por milho.

Mas eu cá só tinha mesmo era medo do tal pregão.

Oh loiça de baaaaaaaarro!

Santos tempos!

 

 

publicado por emcontratempo às 09:19

14
Ago 12

 

 

Fazes hoje quatro anos,

meu cantinho,

meu companheiro,

meu quase que diário

de desabafos,

emoções,

partilhas,

recolhas que me tocam,

registos,

devaneios,

recordações,

saudades,

vivências,

denúncias,

vidas,

alegrias,

tristezas,

mas sempre, sempre força para vencer!

mas sempre fé,

sempre esperança no melhor,

e o melhor é sempre, sempre,

dádiva de Deus.

 

Fica a promessa de continuar,

e continuar num futuro desconhecido,

agradecendo o presente e,

registando o passado.

 

Pois, como alguém dizia:

"O caminho faz-se caminhando"

 

A peregrina aí vai...

caminhando... caminhando...

 

publicado por emcontratempo às 14:11

21
Fev 11

 

...é adoçar a vida e meter nela o melhor que queremos recordar e registar, não só para nós mas para outros, tantos outros...

 

é assim que eu penso!

é assim que eu partilho!

neste meu cantinho!

se calhar muitas vezes,

pobre de conteúdo,

mas rico de coração!

publicado por emcontratempo às 10:24

18
Ago 10

 

 

A 15 de Agosto fomos dar um passeio a São Jorge. 

Foram alguns irmãos e irmãs de meu marido.

Foi um salutar convívio.

Demos a volta à Ilha, mas por falta de tempo não fomos ao Topo.

Fica para a próxima.

Descemos à Fajã dos Cubres.

Alguns foram a pé à Fajã de Santo Cristo.

Ainda fui até meio do percurso.

Voltei para trás por não haver tempo.

A hora combinada, para partida abeirava-se. 

Estavam cá os três do Canadá, Maria, António e Luís.

Era momento de comemorar em família.

Então, combinado.

Juntámos em nossa casa os que vieram do Canadá e os de cá.

Juntei também os da minha família.

E ainda o Manuel da Barca e esposa.

Foi um bom momento juntos.

Jamais iremos esquecer...

publicado por emcontratempo às 12:13

27
Ago 09

 

 

Ontem jantar de família  X+Y

publicado por emcontratempo às 10:31

09
Set 08

 

 

 

 

Apanhar as uvas por entre os currais

apanhar as uvas, pr'o ano há-de haver mais....

 

Côro

Ora venham vê-las

que vão a passar,

de cesto nos braços,

vem de vindimar.

 

Juras Manuel ser meu,

juras Maria ser minha,

fazem conversas de amor,

no adro da ermidinha.

 

....

 

versos que ouvi num teatro no Valverde, vindo de "trás da Ilha", Piedade ou Ribeirinha ou ... não sei bem.

 

"trás da Ilha" expressão usada aqui pelos meus lados, em abono da verdade, a Ilha não tem parte trás, nem parte da frente, é força de expressão simplesmente.

publicado por emcontratempo às 15:34

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