O desafio dos nossos dias...

19
Jan 13

 

Quantas vezes ambas escutamos a noite...

Quantas vezes cansadas...

Deixamos caminhar a noite e...

ficamos...

ficas quieta, deixando-me dormitar.

 

Muita gente pensa que remendar roupa é coisa de antigamente, mas em muitos casos compensa remendar em vez de deitar fora.

 

Sobretudo na roupa das crianças, que nas suas brincadeiras ou nalgumas quedas rasgam a roupa, na perna, no joelho, no braço, se levar um pequeno pedaço de tecido que fique bem, fica a peça como nova e não é preciso ter vergonha de ter roupa remendada, porque nem se notará se é assim ou não. Existem até tecidos próprios que podemos colar na peça e disfarça perfeitamente.

 

Mas não só nas crianças, em roupa de adultos também, um pequeno rasgo nas calças, se for traçado com linha, faz um efeito bonito e evita que se estrague mais e venha a abrir muito.

 

Podemos utilizar remendos de vários tecidos e até de várias formas.

Vão ver como fica como novo, uma vez que era apenas um rasgão ou um buraquito.

Podemos usar remendos de pano, remendos com imagens, apenas linha, botões, entre outros...

 

Se podemos aproveitar, porquê deitar fora:)

publicado por emcontratempo às 02:03

16
Dez 09

... e vinham muitas roupas sim, ...

 

Primeiro vinham do Brasil, (Rio de Janeiro, São Paulo, Petrópolis)?

 

Depois...

 

Depois vinham da América, mais concretamente da Califórnia (San Pablo).

 

Vinha uma saca por ano.

 

Era quase sempre perto do Natal.

 

Recebíamo-la como prenda do Menino Jesus.

 

... e tudo se procurava aproveitar.

 

Tudo se concertava à nossa maneira.

 

Faziam-se outras obras, de vestidos, camisas, calças, etc...

 

Por vezes davam outros vestidos para as crianças, saias, até se faziam toalhas aos quadrados ligadas com bonitas pontilhas, tudo, tudo a rigor.

 

Panos de pão, de tabuleiro...

 

Hoje guardo saudosamente alguns, feitos por minha mãe.

 

Habituei-me a isto, ainda hoje procuro dar outra utilização àquilo que deixa de servir...

 

Até mesmo as peças de roupa que não servissem para mais nada, cortavamo-las às tirinhas, mandávamos tecer.

 

Este trabalho era feito a maior parte, por meus pais, quando ficavam sós, durante o dia enquanto íamos trabalhar e as miúdas para a escola.

 

Para além de verem televisão, este era um dos seus entretenimentos.

 

Cortar, cozer e enrolar em novelos multicolores.

 

À chegada das netas, faziam um breve intervá-lo.

 

Oh Maria, oh Isabel, toca a comer qualquer coisa.

 

Um pãozinho com doce caseiro e um copo de leite, era quase sempre o lanche.

 

E, dizia ele:

 

- Agora toca a fazer as coisas da escola.

 

Ah, mas... dizia a avó:

 

- Vocês vão num instante e "arrecolham" a roupa, pois depois fica chirenada.

 

E... retorquia o avô:

 

- Olha, vão vocês também "tratar dos bichos", isto porque para ele já não era possível.

 

Passava os dias sentado na cadeira de rodas a cortar os retalhos.

 

Tá bem, diziam elas.

 

Neste dia, não dava para irem para "o combinado".

 

O combinado era detrás de casa, na vinha do avô, um cantinho onde haviam guardado uns textos de pratos, conchas, pauzinhos, e dos brinquedos que tinham.

 

Hoje tenho várias e bonitas colchas do tear.

 

Foram feitas na Criação Velha, pelas irmãs Tavares.

 

São peças que hoje já não se fazem na Ilha.

 

As tecedeiras, arrumaram o tear, é peça de museu.

(continua)

 

Agosto 2006         Manomero

publicado por emcontratempo às 16:16

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