O desafio dos nossos dias...

05
Set 17
E porque...

"Amar é metade daquilo

porque vale a pena viver.

e a outra metade é ser amado."

 

(in prometo perder de Pedro Chagas Freitas)

 

Amei...


 


Mesa posta! Não é a primeira vez, mas lembrei-me fazer registo...

muitas perderam-se no tempo...


2017.09.04

publicado por emcontratempo às 11:43

15
Mai 14

 

Minha Mãe... que saudades...

 

 

Nossa Senhora Mãe dos Emigrantes

 

Emigrante por amor ao Amor

de si nascido,

partiu a Virgem Maria

para uma terra distante...

num mundo desconhecido.

 

Parte o emigrante

como parte andorinha...

nas asas que a levam céus fora

ou nos olhos rasos de água

levam lembranças da casa, dos beirais,

do ninho, das rosas,

da planície e da serra.

Das ondas do mar, formosas.

Levam a mágoa,

o azul do céu e a cor da terra.

no coração do emigrante vão saudades e esperança

e o canto do rouxinol

e o toque da Avé Maria.

À hora do pôr do sol.

No momento da abalada.

Cheio de amor e confiança canto a canto

sussurrando:

Senhora, Mãe muito querida,

levo-te em mim gravada,

tu serás o meu cantar

quando estiver magoado (a)...

Um cantar de amor sem fim.

Hei-de voltar como volta a andorinha

e Vós em mim, Senhora minha.

Maria Luísa Vaz Freire

publicado por emcontratempo às 16:29

20
Set 13

 

Olá Mãe!!!! 
As saudades matam-nos...,
porque partiste mais cedo ,e não merecias!
Se estivesses entre nós farias hoje oitenta e seis anos, linda idade.
Mas não, partiste...
Merecias sim gozar um pouco daquilo que lutaste e trabalhaste toda a tua vida...
Para ti, o tempo não siginificava nada, tinhas que encontrar tempo...
... e era assim.
As mães do meu tempo, eram umas lutadoras...
 no meio de grandes dificuldades e muita miséria...
Para nós serás sempre a melhor Mãe do Mundo.
 
Este raminho é para ti.
 
 
Beijinhos e até sempre, mãaaaaae!!!
publicado por emcontratempo às 14:48

20
Set 12

 

 

Mãe, mãe, mãe, m.....ã.....e.....!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tás aí?!?!?!

Tás sim, tás sim, tás sim que eu sei!

Neste dia do teu aniversário,

Beijinhos eternos, mãe!

 

Que saudades!..............

publicado por emcontratempo às 13:37

19
Set 12

 

 

Parabéns, oh tio José!

que os anjos aí no céu,

te ofereçam muitas estrelinhas de luz.

que em redor

possas ver a Luz Maior,

e os teus entes mais queridos.

Que saudade,

quando de manhãzinha,

ao abrir a porta,

já lá estavas tu sentado na beira do tanque,

nem nos acordavas, apenas esperavas pacientemente...

quantas vezes, tio José Blusas.

Beijinho de saudades.

publicado por emcontratempo às 13:19

18
Set 12

 

que eu tive e ainda guardo religiosamente

 

 

 

 

 

 

publicado por emcontratempo às 12:59

 

 

Somos um bando 
De passarinhos; 
Vimos agora 
Dos nossos ninhos. 
Asas sem penas, 
Pobres de nós! 
Olhos sem brilho, 
Línguas sem voz.


Olhos bondosos
Do mestre-escola,
Fartai os nossos
Da vossa esmola.
Dai-nos abrigo
No coração;
Dai-nos o trigo 
Do vosso pão.


Pão de ventura, 
Pão de riqueza, 
Manjar de beijos 
Na nossa mesa.
Farinha rara,
De estimação,
Tem o fermento
Do coração.


Portais da escola,
Dai arribada
Às cotovias
Da madrugada.
Asas sem jeito,
Línguas sem voz,
Almas ceguinhas,
Pobres de nós!


Adolfo Portela

 

(versos do tempo de meus pais e meu, que se cantava na escola)

 

Acho-os um encanto, pois a maneira carinhosa com que se fala dos aprendizes, dos professores, do seu saber a ensinar, da escola.

mostra claramente que a escola naqueles anos era ansiada em vez de aborrecida, apesar dos poucos recursos.


... e agora por todo o esforço que se faça, fora desta, há muita "coisa" que cativa, estão fartos de tudo e coitados, esse tudo é só efémero, vazio, pouco fica, por mais que se chame a atenção, parece mesmo uma epidemia de (des)valores...



publicado por emcontratempo às 11:38

 

 

... nunca mais se pode esquecer...

os registos são da saudade...

são de dor e tristeza...

do sofrimento por que passaste

e que tão cedo nos deixaste...

muito mais pobres porque lesadas da tua companhia.

nossos olhos percorrem o tempo,

que distâaaaaaaaaaaaaaaancia...

mas para nós parece sempre que foi ontem,

continuas sempre e sempre,

na nossa memória...

que saudaaaaaades...

Os registos são

da pureza e felicidade das nossas infâncias...

brincando juntas,

juntas dormindo a sesta,

enquanto,

nossas mães iam ao poço,

ou à lenha para virem fazer massa para casa,

ou à moagem, do sr Joaquim,

sabes...

ou ainda à erva das galinhas, colhida entre vinhas,

ou então à costa apanhar umas lapas para a ceia,

sabes que elas punham o xaile na janela,

para que dormíssemos,

pois o sol lá fora, espraiava-se nos céus...

era assim,

eram tão doces esses momentos...

mesmo na nossa santa pobreza...

que saudades, Fátima, que saudades...

Estavamos lá as três juntinhas.

Tu a Alda e eu,

às vezes era difícil começarmos a dormir,

mas, daí a bocado,

lá vinha ele habitar nossos olhitos inocentes...

e depois...

quando elas chegavam,

voltávamos a ir brincar para a vinha do Tio Caboz,

lembras-te...

era com testos de loiça partida,

conchinhas que encabávamos em galhitos de lenha,

eram as nossas colheres,

tudo dava para resolver um problema,

naquelas casitas entre os arbustos da erva de varredouro 

e de faias novas,

sim,

que seus ramos mais amadurecidos

eram cortados para os animais,

ou então para secarem para lenha.

nesse tempo era assim, por cá...

não haviam fogões a gaz

eram as grelhas ou então alguma chapa metida nos lares

ou ainda sobre os lares dois blocos de cimento,

e os fornos a lenha, alguns ainda todos no interior das cozinhas,

outros já como os nossos ,

apenas o lar cá dentro com sua grande chaminé,

assim já não havia tanto fumo,

como quando o forno ficava todo dentro da cozinha,

não havendo porém nenhuma chaminé.

Ainda me lembro do de casa do teu avô paterno,

Tio Manuel Rodrigues, entre outros.

mas... e continuando,

as nossas casitas de brincar,

todas bem divididas:

ora ali era a cozinha,

acolá a sala,

além os quartos de cama,

lindo!!!

Havia de tudo...

Onde nada havia...

Santa inocência...

Que saudades minhas irmãs.

Para ti aí no céu enviamos hoje,

hoje sim,

tu sabes hoje que dia é

daqui vai o nosso beijinho de parabéns.

Sabes, não sabes?!

Somos nós as tuas primas/irmãs,

de coração,

Beeeeeeeijiiiiiinho, Fátima!!!!!

publicado por emcontratempo às 09:27

 

Em 1289 fabricaram a primeira louça de barro.

 

Mas para mim, existiu desde o dia em que ouvi este pregão...

Quando era pequena, passava lá na minha aldeia, um vendedor de loiça de barro.

O homenzinho, tinha um falar pesado e fechado.

Lembro-me sempre daquele pregão:

Oh loiça de baaaaarro...

e eu tinha medo daquele pregão.

lembrava-me um papão velho,

que os meus me cantavam,

para eu comer todas as papas ou toda a sopa.

Certo dia, eis-me na "horta de fora", como assim chamávamos.

Havia ido por ordem de minha mãe apanhar alguns cachos de uva.

Sim é que havia junto de uma zona de rocha, uma parreira de uva isabel.

Começo a ouvir o tal pregão e, pernas para que te quero, já estava na cozinha.

Mas era no tempo das batatas e da fruta que o tal fulano vinha.

Então minha mãe resolveu comprar uma panela e não sei se mais qualquer coisa.

Pagou com batatas brancas, que o homem levava depois em carro que fretava para vir buscar.

Era assim, naquele tempo.

Ou trocava-se por batatas, por vinho ou por milho.

Mas eu cá só tinha mesmo era medo do tal pregão.

Oh loiça de baaaaaaaarro!

Santos tempos!

 

 

publicado por emcontratempo às 09:19

29
Ago 12

 

 

 

da net

 

páginas do meu livro da 3a. classe que emprestei e já não m'o devolveram. As famílias eram pobres como a minha e isto acontecia com normalidade, emprestava-se os livros e de antemão já se sabia que não iam voltar porque havia outros irmãos e iria para eles no outro ano ou apenas por que sim. Não haviam brinquedos e às vezes brincava-se aos alunos e aos professores e os livros eram para isso usados também.

publicado por emcontratempo às 10:47

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