Ao meu vizinho Gonçalo
22.01.10, emcontratempo
Oh vizinho de há anos!
Foste embora.
Ontem deixaste os teus.
Ontem deixaste-nos.
Deixaste um vazio.
Transmitias alegria.
Aquela segurança,
que tinhas ao volante,
inspirava confiança.
No vaivém diário
do teu trabalho,
nas camionetas.
As camionetas da carreira
como assim chamávamos.
Olha!
Sabes,
que a boa disposição,
a amizade
que sempre fluia
dos teus gestos,
ficará sempre connosco!
É assim.
Aquilo que mais nos dói
é a partida.
E aquilo que mais (...)